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03/11/2015 09:00:00 - Colunas  - Zózimo

E o Nordeste, ó!
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O DEPUTADO Júlio César, coordenador da Bancada do Nordeste, descobre que Sudeste e Sul abocanharam o bolo dos financiamentos oficiais.



Quando o deputado federal Júlio César lançou, em 2012, no Salão Nobre da Assembleia Legislativa, o seu livro "Brasil em Dados Comparativos das Unidades Federadas", foi chamado pelo apresentador da obra, seu colega Marcelo Castro, hoje ministro da Saúde, de "o nosso Google", pelo seu vasto conhecimento técnico, sobretudo na área tributária e financeira.
O deputado Marcelo Castro não estava exagerando. De fato, são pouquíssimos hoje no Congresso Nacional os parlamentares com domínio das matérias relacionadas à tributação e finanças públicas quanto Júlio Cesar, atualmente coordenador da bancada do Nordeste.
Aliás, o deputado Júlio César é um deputado do governo que sai caro, muito caro, para o governo. De tempos em tempos, cruzando dados, ele descobre que o governo federal está embolsando indevidamente recursos dos Estados e dos Municípios. Prova por "A" mais "B" junto ao Tesouro Nacional a apropriação indébita e a União não tem outra alternativa a não ser a de repassar os recursos para governadores e prefeitos, em somas bilionárias.
Pois bem! Na semana passada, o coordenador da bancada do Nordeste veio com outra descoberta dessas de deixar o governo em saia justa: as aplicações de recursos dos bancos oficiais em projetos de desenvolvimento nas quatro regiões do Brasil manteve-se na média entre os anos de 2004 e 2014. Os índices também não tiveram alterações significativas neste ano, segundo um levantamento feito pelo deputado Júlio César e entregue dia 28 ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A descoberta é esta: a região Sudeste captou a maior parte do dinheiro público neste ano, recebendo 45,83% das aplicações. Em seguida vem o Sul (22,01%), depois o Nordeste (16,01%), o Norte (11,94%) e por último o Centro-Oeste (10,32%). O BNDES financiou 67,42% dos projetos no Sudeste. A Caixa Econômica também aplicou a maioria dos recursos no Sudeste (42,99%), assim como o Banco do Brasil (44,56%).
Ou seja, depois que votou maciçamente na reeleição da presidente Dilma, o Nordeste viu o Sudeste e o Sul comerem praticamente sozinho todo o bolo dos financiamentos oficiais. E como fica a política de combate às desigualdades regionais?




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