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quinta-feira, 24 de abril de 2014
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24/4/2014 09:00:00 - Geral

Moradores ficam sem trabalho
em área abandonada pela Suzano

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Na Fazenda Brejinho, da Suzano, não há trabalho, apenas eucaliptos



Os moradores dos povoados Pintado, Saco e Feio, situados na região de Curralinhos, cidade a 70 quilômetros  ao sul de Teresina, estão sofrendo com a drástica mudança de vida que estão tendo por conta dos empreendimentos da Suzano Papel e Celulose.  Depois que a empresa fez o desmatamento na região, proibiu os moradores de fazer uso da área com atividades, como a caça e o plantio, que ajudavam em sua sobrevivência.
 De acordo com o trabalhador rural que pediu para ser identificado apenas como Francisco, por temer uma retaliação da empresa, adquiriu mais de 3 mil hectares de terras na região, desmatou e plantou eucalipto em mais de 30% da terra e depois suspendeu a atividade que prometia gerar muitas oportunidades de trabalho, o que não aconteceu, porque a empresa parou suas atividades produtivas no estado do Piauí.
 Mesmo com o fim das atividades, a empresa deixou equipes de segurança  vigiando a plantação de eucalipto. E impedindo que os moradores  utilizem o local para plantar, caçar ou pescar, atividades comuns para pessoas como seu Francisco que nasceu no local, já é avô e agora já pensa em deixar o local por falta de condições de criar os filhos no local.
A desistência da Suzano gerou revolta das autoridades piauienses. O então governador Wilson Martins (PSB) classificou como "quebra de acordo" e o Ministério Público ameaçou pedir devolução dos incentivos fiscais concedidos pelo Governo  para que a empresa se instalasse no Piauí.  O certo é que a empresa se instalou no vizinho estado do Maranhão.
 Francisco disse que sem reposta das autoridades, moradores já se reuniram para tentar invadir a área, mas ficaram temendo as consequências. Hoje, os moradores apenas ficam observando o belo cartão-postal de plantação de eucalipto sem poder usufruir do local. Foi apenas um desmatamento incentivado pelo Governo que acabou desmatando as matas e animais nativos que serviam de sobrevivência para a população da região.
Na época em que a empresa resolveu suspender as atividades, ela alegou a crise financeira e o endividamento da empresa, que era resultado, sobretudo, da queda do preço da celulose. Apesar disso, a fábrica do Maranhão estava mantida. Após o episódio, a empresa anunciou a demissão dos cerca de 300 servidores que prestavam serviços no viveiro de mudas.
Procurado, o Governo do Estado não se pronunciou sobre o caso e as providências tomadas para atender as  famílias da região e as medidas contra a Suzano.





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