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27/3/2015 09:00:00 - Geral

Invasores denunciam ameaças 
de PMs no Jacinta Andrade

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POLÍCIA disse que as denúncias devem ser encaminhadas à Corregedoria



Os problemas relacionados à invasão de casas desocupadas no Residencial Jacinta Andrade, localizado na zona Norte de Teresina, continuam. Ontem, a liderança comunitária do conjunto habitacional denunciou que policiais militares fardados estão despejando famílias invasoras do local de forma violenta e sem ter uma ordem de despejo expedida oficialmente. 
Segundo a líder comunitária Anisia Teixeira, policiais chegam ao local fardados, em viaturas, armados e ordenam, de forma arbitrária, que as famílias que ocuparam as residências deixem o local.  Cinco casos semelhantes já teriam ocorrido só neste mês de março. 
"No último domingo (22), vi um ocupante ser arrastado de dentro da casa por um policial armado com uma pistola e dizendo que se o mesmo voltasse para dentro iria morrer. Tenho certeza que essa não é a forma correta de agir. Os policiais que fazem isso são donos das casas ou tem algum tipo de ligação com os proprietários e fazem esse serviço. Mas se esquecem que estão usando a estrutura do estado para fazer coisa errada", disse Anísia, acrescentando que o setor de gerenciamento de crise da Policia Militar foi acionado, mas nada foi feito. 
"Nem preso e nem punidos esses policiais foram, apesar de todo esse abuso de autoridade praticado", destacou.
O jornal entrou em contato com a assessoria de comunicação da Polícia Militar do Piauí, que informou que os ocupantes dessas casas que afirmam terem sido lesadas por policiais militares devem entrar em contato com a Corregedoria da PM que está à disposição da população 24 horas por dia. "Casos de abuso de poder e outros crimes praticados por policiais militares ou qualquer tipo de denúncia subjetiva devem ser investigados pela Corregedoria e só depois a Polícia Militar deve se pronunciar", disse o assessor da PM, Major Lucena.
Outras reivindicações - A líder comunitária ressaltou que muitas casas ocupadas por outras famílias estão fechadas há cerca de quatro anos, outras já estão deterioradas e aconselhou que fosse feito um levantamento entre os invasores para saber a situação de cada um e analisar se eles realmente precisam. Ontem, a ADH convocou outras famílias sorteadas para assinatura de contratos. 
"Mesmo com um novo chamamento, muitas casas continuarão desocupadas, pois parte dessas famílias não precisam. Por isso pedimos ao Ministério Público para que interceda e consiga que pelo menos 20% das casas invadidas fiquem com essas famílias que são, na maioria das vezes, pessoas necessitadas", declarou.





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