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domingo, 26 de junho de 2016
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26/06/2016 09:00:00 - Geral

Médicos suspendem atendimento 
no Piauí a partir de terça-feira 

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Presidente do Sindicato dos Médicos do Piauí (SIMEPI), Dr. Lúcia Santos



Mais uma categoria decidiu paralisar para pressionar o governo a atender reivindicações. A partir de terça-feira (28), os médicos que atendem na rede estadual de saúde vão iniciar uma paralisação de 72 horas. O movimento tem como objetivo solicitar que o governo cumpra o acordo feito com a categoria no ano passado, que concede reajuste salarial em três etapas, com data-base para maio (maio de 2016, maio de 2017 e maio de 2018).
O piso nacional do médico foi reajustado em 11,27% em 2016, subindo de R$ 11.675,94 no ano passado, para R$ 12.993 este ano. O acordo firmado com o Governo do Estado previa o pagamento deste reajuste em três vezes, na data base da categoria: maio de 2016, maio de 2017 e maio de 2018.
A categoria se reuniu em uma audiência com o secretário de Saúde do Estado, Francisco Costa e, na ocasião, o Governo afirmou que não poderia cumprir o acordo por conta do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e nem estabeleceu prazo para a apresentação de uma contraproposta.
Durante os três dias, todos os hospitais do estado estarão com as atividades paralisadas nesses três dias: Hospital Infantil, Hospital Getúlio Vargas, Hospital Natan Portela, Maternidade Evangelina Rosa, Ambulatório Azul, Hospital Areolino de Abreu e hospitais do interior do estado estarão paralisados nesses três dias. 
No dia 30 de junho, após a paralisação, a categoria fará outra assembleia para avaliar os rumos do movimento e decidir sobre greve por tempo indeterminado nos serviços de saúde do Estado. A concentração acontecerá na sede do SIMEPI, a partir das 19 horas.
OUTRA PARALISAÇÃO- Na semana passada foi a vez dos policiais civis do Estado cruzarem os braços por 72 horas. A categoria cobra que o acordo com o Governo do Estado, definido ainda ano passado, seja cumprido em sua totalidade, sobretudo, a proposta que previa correção entre as diferenças salariais.
O item 7 do dissídio coletivo, que sustenta o movimento grevista, firmado ano passado prevê o reajuste salarial da categoria policial civil, no período compreendido entre 2016 a 2018; proposta de normatização em lei; gratificações no âmbito da Polícia Civil; tratamento isonômico aos cargos da polícia técnico-científica e discussão sobre a relação entre o maior e o menor salário da carreira.
No segundo dia de paralisação, os policiais suspenderam o movimento após o governo do Estado, através da Secretaria de Segurança Pública, apresentar uma contraproposta, que será analisada durante assembleia que acontecerá nesta quarta-feira (29). 





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