Diário Do Povo - Edição Eletrônica
domingo, 19 de abril de 2015
RSS
Adicione aos Favoritos
29/11/201230/11/2012
Euro (Compra)  
Euro (Venda)  
Dólar Comercial (Compra)2,09862,1068
Dólar Comercial (Venda)2,09912,1074
Dólar Paralelo (Compra)2,19862,2068

18/4/2015 09:00:00 - Geral

Polícia faz reconstituição da 
morte de Eduardo no Alemão 

clique para ampliar

ENCAPUZADO participa da reconstituição do capitão da PM,Uanderson Manoel



A polícia realizou ontem a reproduções simuladas das mortes de Eduardo Jesus, Elizabeth Alves de Moura Francisco e de capitão Uanderson, todos mortos no Conjunto de Favelas do Alemão. Os trabalhos foram realizados simultaneamente em três pontos da comunidade. Participam da reconstituição 120 agentes da Polícia Civil, além de 10 peritos, e mais de 20 PMs. Dentre eles, os três suspeitos de envolvimento na morte de Eduardo Jesus. 
Antes de começarem as reconstituições, o delegado Rivaldo Barbosa afirmou que nenhum culpado será poupado e ressaltou a importância do trabalho conjunto entre as polícias Militar e Civil, o Ministério Público e a Defensoria Pública.
Com as reproduções simuladas, a polícia pretende esclarecer as circunstâncias em que cada uma das vítimas foi baleada."Não trabalhamos sobre pessoas. Nós investigamos os fatos. A reprodução simulada é imprescindível para esclarecer o caso. Precisamos estabelecer os locais onde estavam as vítimas, policiais e pessoas que possam ter visto ou ouvido o que aconteceu", disse o delegado Rivaldo Barbosa. O governador Luiz Fernando Pezão participou de uma reunião com a Defensoria Pública na quinta-feira e ficou acertado que o estado vai indenizar as famílias das vítimas assim que acabarem as investigações.
Família de Eduardo- Os pais de Eduardo voltaram ao Rio nesta quarta-feira (15) após cerca de 10 dias de viagem do interior do Piauí, onde o menino de 10 anos foi enterrado. Os parentes foram recebidos no início da noite por agentes da DH, que os levaram para a delegacia, na Barra, onde prestaram depoimento.
José Maria, pai do garoto, disse que a família não vai ficar na casa onde morava no Morro do Alemão durante os dias em que permanecer no Rio. "Não vamos voltar pra lá. Vamos ficar na casa de um dos meus irmãos que também mora no Rio de Janeiro", contou.
A mãe de Eduardo, Terezinha Maria de Jesus, que participou da simulação, se emocionou bastante e chegou a chorar ao lembrar os últimos momentos do filho. Essa foi a  primeira vez que reencontram com os dois policiais que admitiram ter participado da ação que acabou com a morte do menino.
Na reconstituição, a irmã do garoto, Patrícia Ferreira de Jesus, 17 anos, relatou o momento em que encontrou o irmão morto. Terezinha contou que a filha chegava do trabalho e o garoto, ao ouvir sua voz, saiu de casa e ficou na porta brincando. Os policiais alegam que houve confronto durante a morte do garoto, a mãe do menino nega. 
O crime- Eduardo foi baleado na porta de sua casa e morreu na hora no fim da tarde do dia 2. Terezinha diz ter certeza de que um policial fez o disparo. Os policiais que participaram da operação que culminou com a morte do menino foram afastados das ruas.
Segundo o laudo da perícia, a criança foi atingida por uma bala de "alta energia cinética", possivelmente disparada de um fuzil. 
Nesta terça (14), dois PMs que admitiram que deram tiros perto do local onde ele morreu prestaram depoimento. Segundo o advogado Rafael Abreu Calheiros, os PMs reiteraram que atiraram porque foram atacados.(Inf. G1 e Terra)





© ARPNET Tecnologia em Informações.