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2/6/2012 09:00:00 - Cidade

Falta investimento no saneamento básico
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Os investimentos em saneamento básico caminham na contramão do crescimento populacional e o resultado desse desencontro aparece na ausência de serviços básicos, como a coleta e tratamento de esgotos. Em Teresina, somente 17% dos domicílios têm captação de esgoto. Nos demais, o esgoto produzido é jogado em fossas improvisadas ou mesmo no meios das ruas, aumentando os riscos de doenças entre a população. A situação foi mostrada nessa semana em matéria do Jornal Nacional, da TV Globo e ontem voltou a ser discutida durante o evento "A Engenharia e a Cidade", promovido pela Federação Nacional dos Engenheiros e Sindicato dos Engenheiros do Piauí.
O evento trouxe a Teresina o secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, engenheiro Leodegar Tiskoski. Ele apresentou o volume de recursos destinados ao Estado para as obras de saneamento básico e chamou atenção dos gestores para a seleção de novos projetos, cujas inscrições devem ser iniciadas em julho. "O pré-requisito é que haja projeto. Após as inscrições, haverá uma análise e os resultados devem ser divulgados até dezembro. Os Estados e municípios que tiverem interesse devem se mobilizar o quanto antes", disse.
A respeito dos investimentos para o Piauí dentro do PAC, dados da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental apontam que estão previstos cerca de R$ 470 milhões, dos quais 96,2% encontram-se contratados. Para Teresina, estão previstos investimentos da ordem de R$ 217 milhões, para iniciativas de abastecimento de água, esgotamento sanitário, estudos e projetos, manejo de águas pluviais e saneamento integrado. Todas as operações selecionadas estão contratadas. Segundo a proposta do Plano Nacional de Saneamento Ambiental (PLANSAB), para que as metas do saneamento básico estabelecidas para 2015, 2020 e 2030 se tornem uma realidade, será necessário um total de R$ 420 bilhões.
Obras - Entre as obras executadas em Teresina estão aquelas que preveem o aumento da cobertura de esgotamento sanitário de 17% para 55%. As obras foram iniciadas em 2009 e devem ser concluídas até o final de 2013. O presidente da Agespisa, Raimundo Nogueira Neto, afirmou que já há R$ 5 milhões destinados à elaboração dos projetos. Tais projetos devem garantir a liberação de R$ 300 milhões, orçamento previsto para esgotamento sanitário. Leia mais na página 11.




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