5/7/2012 09:00:00
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Cidade
HUT tem área ociosa e técnicos analisam laje
Apesar de manter constantemente quase 140 pessoas em macas por conta da falta de leitos na enfermaria, o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) possui uma laje superior onde a área está servindo como depósito desde a inauguração do hospital, há quatro anos. Na manhã de ontem, técnicos do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Piauí (Crea-PI) vistoriaram a estrutura, a pedido de entidades sindicais ligadas à área da Saúde no Piauí. Os trabalhadores solicitam que o espaço seja reestruturado para se transformar em uma nova enfermaria para o HUT, que vem atendendo além da sua capacidade. A inspeção aconteceu por volta das 10h de ontem. O pre-sidente do Crea-PI, engenheiro civil Paulo Roberto Oliveira, foi ao HUT acompanhado de outro fiscal do órgão para vistoriar a segunda laje do hospital, que atualmente está ocupada com equipamentos obsoletos e suprimentos. Representantes de entidades sindicais ligadas à Saúde no Piauí solicitaram a vistoria por acreditar que a área poderia ser utilizada para abrigar uma nova enfermaria, ajudando a desafogar os atendimentos no hospital. "Queremos o parecer do Crea quanto à possibilidade dessa estrutura ser transformada em enfermaria. Ela é adequada para a instalação de novos leitos?", questionou a diretora do Sindicato dos Empregados de Saúde Pública do Piauí (Sindespi), Elizabete Duarte. Segundo ela, desde a inauguração do hospital que as entidades sindicais lutam pela ocupação dessa área. Após a vistoria, o Crea solicitou à administração do HUT as plantas do prédio para ter informações técnicas da área. "Vamos analisar os dados e enviar um relatório com as nossas observações sobre o tema. Aparentemente, é possível atender ao pedido das entidades trabalhistas, porém, somente um estudo mais aprofundado vai dizer as adequações necessárias para isso", afirmou o presidente do Crea, Paulo Roberto Oliveira. Algumas mudanças seriam a construção de paredes e divisórias, além da melhoria na acessibilidade (com a implantação de mais rampas e elevadores) para permitir o deslocamento das macas do térreo para o segundo pavimento. Representando o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social do Piauí (Sindsprev), Inácio Shuck lembrou que, atualmente, o HUT funciona com 289 leitos, mas mantém cerca de 140 pessoas em macas espalhadas pelos corredores porque não há espaço nas enfermarias. "É público e notório o sofrimento de quem precisa de atendimento aqui no HUT. O próprio SUS não faz os repasses dos gastos com atendimentos feitos em macas, como acontece atualmente no HUT", enfatiza o líder sindical. Atualmente, os repasses mensais ao HUT são da ordem de R$ 6 milhões e Inácio enfatizou, ainda, que os recursos para adequação da área também viriam do Ministério da Saúde. De acordo com a asses-soria de comunicação do HUT, a área da segunda laje do hospital não está ociosa. O órgão informou que a área é menor que o térreo do hospital e foi projetada para funcionar como depósito, como acontece até hoje. O hospital se prontificou a fornecer as informações técnicas solicitadas pelo Crea e declarou que vai aguardar a emissão dos laudos para decidir como proceder.
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