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26/7/2012 09:00:00 - Polícia

Guerra do tráfico no Promorar
deixa dois mortos em 24 horas

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"CARA DE CAVALO": ex-presidiário é mais uma vítima da briga entre quadrilhas



A guerra do tráfico está sem controle nas favelas e vilas que compõem o complexo do Promorar na zona Sul de Teresina. Em menos de 24 horas dois jovens foram mortos a tiros naquela região que já é considerada uma das mais violentas da cidade. Os poucos moradores que não vivem do tráfico são unânimes em afirmar que a região virou uma terra sem lei, onde o que predomina é o mais forte. Os líderes do tráfico andam sempre armados e na maior prova de ousadia deixam fazer imagens deles exibindo armas e simulando entre eles o que fariam se encontrassem um desafeto.
O último assassinato aconteceu na noite de anteontem na vila Santa Cruz. A vítima foi identificada como  Orlando de Deus Silva Júnior, conhecido como Juninho "Cara de Cavalo", 28 anos. Ele  foi morto com quatro tiros na cabeça no meio da rua.
Segundo a Polícia, Juninho, como também era chamado a vítima, era ex-presidiário e suspeito de vários homicídios. Ele era da favela vila Afegão (homenagem ao Afeganistão, um dos países mais violentos do mundo) e teria ido até a vila Santa Cruz ao ser chamado, o que no jargão policial quer dizer, "cheiro do queijo".
Um dos acusados de praticar o assassinato foi apontado pela Polícia como sendo um traficante identificado apenas como "Favela". Após ouvirem os disparos que tiraram a vida de "Cara de Cavalo", os moradores ouviram o barulho de uma moto possante deixando o local levando o homicida.
Na segunda-feira(23), o adolescente de 16 anos, Francisco Augusto Silva Gomes, já tinha sido morto naquela região. Ele  voltava de um banho no rio Parnaíba quando foi atingido com um tiro na cabeça.
Um carro preto abordou o grupo na avenida Henry Wall de Carvalho por volta das 18 horas e os ocupantes começaram a atirar contra o grupo. Um tiro acertou a cabeça de  Augusto que ainda saiu correndo, mas morreu  dentro de um bar. 
O suspeito, conhecido como "Negro Wilson", é tido como um homem de alta periculosidade, já tendo matado vários desafetos. Umas das últimas imagens dele em poder da Polícia mostra Wilson desafiando os policiais e a própria sociedade exibindo armas e simulações de tiroteios.




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