Teresina
está despreparada para deficientes
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José Vieira: falta rampa de acesso na maternidade
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Juliana
Nogueira
Repórter
de Cidade
Todos
os dias o funcionário
da Maternidade Dona
Evangelina Rosa, José Vieira, enfrenta uma maratona no trabalho.
Ele é cadeirante e costuma encontrar o primeiro obstáculo
do dia na entrada da maternidade, onde não há rampas.
Além disto, a porta é estreita e de difícil
acesso. "Muitas ve-zes só consigo entrar quando alguém
se dispõe a segurar a porta", disse. As dificuldades,
segundo ele, se estendem por todo o prédio, que nem de longe
atende às regras de acessibilidade.
José Vieira é só mais um exemplo do que acontece
diariamente, com milhares de trabalhadores piauienses que são
portadores de deficiência e que passam pelo drama da falta
de acessibilidade. Não apenas os prédios públicos
e privados são despreparados, mas também as principais
vias da cidade não conseguem atender às necessidades
básicas dos cadeirantes e demais deficientes.
José Vieira conta que trabalha há 14 anos, na maternidade
e até então é o único cadeirante presente
no quadro de funcionários. "Eu acreditava que a situação
fosse mudar com a última reforma realizada no prédio,
mas ficou pior. Não há banheiros adaptados e em alguns
setores não posso ter acesso, já que as portas são
muito estreitas", disse. Ele afirma que já encaminhou
a reclamação à Ouvidoria e à diretoria
do hospital, mas nada foi feito até então.
"Reclamei do tamanho da porta em um dos setores e a resposta
que tive era que só teria uma porta mais larga quando fosse
construído um novo prédio", diz. José
afirma ainda que já foi vítima de discriminação
dentro do local de trabalho. "Eu tenho transporte próprio,
mas no dia que precisei de um veículo da maternidade o motorista
se recusou a me levar, por conta da cadeira de rodas. Reclamei para
o responsável e ele respondeu que não poderia tomar
nenhuma providência", disse.
A falta de acessibilidade na maternidade contrasta com o prédio
situado no outro lado da rua, onde funciona o Centro Integrado de
Reabilitação, que está focado justamente no
tratamento de pessoas com deficiências.
O diretor da maternidade, Francisco Passos, admitiu a falha e afirmou
que ainda hoje será construída uma rampa de acesso
à maternidade. Em relação aos banheiros, o
diretor afirmou que não há recursos para as obras
de adaptação. Segundo ele, estas não são
obras prioritárias, visto que só há um funcionário
cadeirante na maternidade. Francisco Passos diz que o atendimento
às grávidas cadeirantes não é prejudicado,
pois neste caso os banheiros são adaptados.
Violência
será tema de campanha
O Conselho Estadual de Defesa da Mulher vai realizar, a partir do
dia 25 de deste mês até dezembro deste ano, atividades
como parte da Campanha 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência
Contra as Mulheres. Somente esta semana, duas mulheres foram assassinadas
e uma foi atacada a facadas pelo próprio companheiro, sendo
que a mesma estava grávida.
Vários órgãos estão na parceria do projeto,
a exemplo do Governo do Estado, a Secretaria de Assistência
Social e Cidadania (Sasc), o Conselho de Defesa e Direito da Mulher
e outras entidades.
No dia 25 de novembro, acontecerá um ato público e
exposição dos serviços e entidades com ações
voltadas para o enfrentamento à violência contra a
mulher. A concentração será na Praça
do Fripisa, das 8 horas às 12 horas.
No dia 1º de dezembro será realizada a vigília
"À luz de Vela", em alusão ao Dia Mundial
de Luta Contra a Aids e pelo fim da violência contra a mulher.
O evento vai acontecer no adro da Igreja São Benedito, a
partir das 18h30.
A Lei Maria da Penha completou dois anos em exercício este
ano e a Delegacia da Mulher denuncia o aumento no número
de agressões contra a mulher em Teresina. "Mas as mulheres
vítimas de agressão não estão mais ficando
entre quatro paredes, hoje elas estão denunciando, estão
pedindo a prisão do agressor e isto é uma conscientização
da mulher, é uma vitória", disse a delegada Vilma
Alves.
A Lei Maria da Penha veio para proteger e amparar a mulher brasileira,
é um direito da mulher de viver bem em sociedade. Em cada
ação penal praticada pelo agressor, a lei classifica
e define a agressão. Para a delegada Vilma Alves, a mulher
tem que denunciar, pois, foi para protegê-la e ampará-la
que a lei veio, "está previsto na Constituição
direitos iguais para todos", ressalta.
Fórum
Mundial debate sobre espiritualidade
Na semana em que se comemora o Dia da Consciência Negra um
evento grandioso reúne, em Teresina, pessoas de todas as
cores e credos. O 3º Fórum Espiritual Mundial, realizado
anualmente para incentivar a valorização das diferenças
e da vida, começou ontem e segue até o próximo
domingo (23). "É a primeira vez que Teresina recebe
um evento desta magnitude. Este ano, a capital piauiense concorreu
com mais outras quatro cidades brasileiras para sediar o Fórum.
Depois de conseguir o privilégio de hospedar o 3º Fórum
Espiritual Mundial, os teresinenses se preparam para participar
das discussões do evento", afirma uma das organizadoras
do evento, Karolliny Falcão.
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