GRANDE
VAREJO - a reação dos pequenos
Depois do avanço estratégico na demarcação
territorial e no planejamento para ações de curto
e médio prazos, visando maximizar a participação
no mercado, as grandes redes de varejo nacionais e multinacionais
ratificam suas intenções de, efetivamente, apostar
nas regiões Norte e Nordeste do País. Atacadistas
distribuidores se aliaram aos musculosos grupos varejistas do País
para a modernização e sistematização
das centrais de compras, tendo em vista a ampliação
de suas participações nesta banda do Brasil. Para
o presidente do Comitê de Redes e Associações
de Negócios(Cran), Paulo Valmir Vargas, braço intracorporativo
da Associação Brasileira de Supermercados(Abras),
a conquista gradual do mercado é apenas uma questão
de tempo. A tendência de depredação desse segmento
empresarial, via concentração de negócios em
núcleos que tentarão, a qualquer custo, garantir uma
reserva de mercado e inibir a concorrência dos pequenos e
médios varejistas, se configura na medida em que o "rolo
compressor" for disseminando sua voracidade centrífuga.A
configuração disso tudo reside exatamente no avanço
do chamado "atacarejo" - mistura de grandes grupos do
atacado, em forma de varejo, agora também ampliado para a
farmatização das lojas. O quadro, se preocupa algumas
entidades voltadas para micros e pequenos empreendimentos, vai-se
agravando a partir de acordos e parcerias operacionais com diversas
centrais de compras, logicamente, com a exclusão dos pequenos.
Como nos dias atuais, o ítem custo tem um peso considerável
no fechamento de negócios, a formação de modelos
associativistas, já em prática no Sudeste, ocorre
na busca de fidelizar pequenas e médias redes, a perspectiva
é de que, dentro dos próximos meses, assistiremos
ao confronto entre gigantes e nanicos, e aí, quem for podre
que se quebre. Uma premissa trágica para uma região
que carece de mais empregos e oportunidades de renda. As centrais
de compras dos grandes grupos de varejo devem movimentar mais de
R$ 50 bilhões, em 2010, enquanto, correndo por fora, outros
centros corporativos de pequeno porte não atingirão
os R$ 12 bilhões. Para o analista, as centrais de distribuição
focadas nos grandes não podem se converter em fluxos privativos
de comercialização e preferencialização
e aí deve entrar o CADE com sua mão reguladora. A
contra-ofensiva dos pequenos e médios se mostra urgente,
a partir da profissionalização dos comerciantes do
ramo e das chamadas lojas de vizinhança que operam no varejo,
principalmente nos bairros. Na contraposição desses
"gigantes" predadores que chegaram para ficar, pela imposição
de estratégias e aquisições recentes e projetadas
para este ano, o pequeno supermercado deve esboçar ações
no sentido de criar mecanismos de, pelo menos, não deixar
que se instalem e monopolizem os mercados. Alguém no Piauí,
seja lá quem for, precisa olhar para isso.
Alívio
No contexto de más notícias, cardápio preferido
da grande mídia, chega alguma coisa de aliviante para o consumidor
brasileiro. A previsão da Associação Brasileira
de Supermercados(Abras) sustenta a expectativa de, a partir do segundo
semestre do ano, os preços dos alimentos voltem a cair. O
anúncio da safra de grãos, versão 2010, mesmo
com as quebras anunciadas, estarão na casa dos 150 milhões
de toneladas, misturado com a injeção de R$ 85 bilhões
para o custeio do plantio, chegam para acalmar.
Retrocesso
Num contexto eminentemente de tentativa de reversão do quadro
brasileiro de inadimplência, claro, agravado, tanto pela conjuntura
econômico-financeira,quanto pela opressão das chamadas
centrais de restrição do crédito, a coisa vai
piorando, ou seja, o Judiciário evidencia que vai continuar
ao lado dos inibidores, por inflexão do "fichamento"
dos maus pagadores. O Superior Tribunal de Justiça(STJ) prolatou,
recentemente,a Súmula em que exclui essas centrais de pagamento
de indenizações por danos morais aos consumidores.
Retrocesso
II
É que, no momento em que tenta implementar cadastro positivo,
já sancionado pelo Presidente da República, os serasas
e SPCs da vida poderão continuar o "fichamento"
daqueles que, independentemente de querer pagar uma dívida
ou contestá-la, terão decretada a "morte civil",
até prova em contrário. Para estes, o Código
de Defesa do Consumidor perdeu a finalidade.
CONTRAPONTO
-Os
cariocas foram às ruas protestar contra uma suposta "covardia"
do Congresso Nacional sem explicarem as origens do direito de auferirem
os benefícios financeiros do petróleo brasileiro.
É a tal "estória" da arrogância atrevida.
-Num
Estado onde a iniciativa privada convive com dramas existenciais,
um empreendimento vitorioso converte-se no "vilão"
da mediocridade.
-Investir
na miséria, com base em práticas assistencialistas,
pode até aliviar, mas, nunca será a solução.
-Haverá
coisa mais bizarra do que esse impagável reality show BBB,
da Globo? É a arte que imita o deplorável, ritmo de
depravação sodomita, a custo da audiência forçada,
em tempos de competição televisiva.
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