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Piauí
inscreve 2.487 alunos na primeira edição do Sisu
Brasília - A primeira edição do Sisu (Sistema de
Seleção Unificada) do MEC (Ministério da Educação)
terminou com mais de 7.000 vagas sem preenchimento. De acordo com o balanço
da pasta, 15% das 47,9 mil vagas ofertadas não receberam candidatos.
O sisterma disponibilizou 2.928 vagas para as universidades do Piauí.
Em todo o estado 2.487 alunos garantiram suas inscrições.
Sobramram, portanto, 441 vagas.
Segundo o MEC, o processo contou com aproximadamente 800 mil vestibulandos
inscritos - entre os 2,5 milhões de estudantes que prestaram o
Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009, pré-requisito
para participar da seleção.
O balanço preliminar indica que 40.789 estudantes foram matriculados
nas instituições participantes do processo. As universidades
teriam de informar o número total de ingressantes até a
meia-noite de ontem (17).
De acordo com o balanço, as 7.000 vagas ainda não ocupadas
se referem majoritariamente às destinadas às cotas ou ao
preenchimento no segundo semestre. Essas vagas serão ocupadas em
processos seletivos próprios, definidos pelas instituições
de ensino para vagas remanescentes.
Parte das universidades e institutos federais continuarão a convocar
os candidatos a partir da lista de espera do Sisu, que conta com 136 mil
candidatos confirmados.
MOBILIDADE - Estudo preliminar sobre as matrículas realizadas apontam
para uma tendência de crescimento da mobilidade acadêmica,
diz o MEC. Até o final da terceira etapa, quando 33.039 estudantes
haviam se matriculado, 8.353 optaram por estudar fora de seu Estado de
origem, o que representa uma taxa de mobilidade de 25%. Anteriormente,
esse percentual era de, aproximadamente, 1%.
Para garantir receber os alunos de outros Estados, as instituições
de ensino receberão verbas do Plano Nacional de Assistência
Estudantil (PNAES). O orçamento destinado à área
passou de R$ 126 milhões, em 2008, para R$ 300 milhões,
em 2010.
Participaram da primeira edição do Sisu 51 instituições,
sendo 23 universidades federais e 26 institutos federais. Além
das instituições federais, a Uenf (Universidade Estadual
do Norte Fluminense) e a Ence (Escola Nacional de Ciências Estatísticas)
do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também
compuseram o sistema.
VAGAS OCIOSAS - No último Censo da Educação Superior,
divulgado em novembro de 2009, houve aumento do número de vagas
ociosas nas instituições federais de ensino superior.
Se as 7.000 vagas não forem preenchidas de algum modo pelas universidades,
elas vão colaborar para o aumento desta grave estatística.
Isso porque as vagas públicas são financiadas com dinheiro
público e devem retornar para a sociedade profissionais bem formados.
Estados
apoiam emenda Ibsen no Senado
Brasília - Os governadores Eduardo Campos (Pernambuco) e Cid Gomes
(Ceará) participaram ontem de uma reunião com o presidente
do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS)
e o senador Renato Casagrande (PSB-ES) para discutir a questão
dos royalties de petróleo. Ao fim da reunião, tanto Campos
quanto Gomes, que comandam estados beneficiados com a aprovação
do Projeto de Lei 5938/09 – que, em suma, altera a partilha dos
recursos provenientes da extração do pré-sal –,
defenderam a chamada emenda Ibsen – também assinada pelos
deputados Humberto Souto (PPS-MG) e Marcelo Castro (PMDB-PI), ela causa
perdas de até R$ 7 bilhões de receita anual ao Rio de Janeiro,
por exemplo.
“A regra e os princípios estão bem claros na emenda
do deputado Ibsen Pinheiro, na hora em que defende justiça, que
se trate por igual todos os estados e municípios. Não pode
haver estado da Federação e município de segunda
classe”, declarou Eduardo Campos, para quem a alternativa apresentada
na terça, 16, por Ibsen, segundo a qual a União compensará
perdas, “é o ponto de partida”.
A emenda Ibsen causa perdas aos principais estados produtores porque divide
entre todos os estados e municípios os royalties (direitos sobre
produto) da extração de petróleo em jazidas marinhas,
a partir de critérios dos fundos de participação.
Mas o governador pernambucano lembrou que a regra atual, ao centralizar
os repasses de royalty para os grandes produtores (grupo que inclui São
Paulo), deixa de fora “24 estados e cinco mil municípios”.
Senadores das bancadas de Rio, Espírito Santo e São Paulo
já avisaram que não aceitarão alterações
de repasses de royalties.
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