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Aneel
aprova regras de desconto
de energia para população pobre
Brasília - A Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel) aprovou ontem (27) a regulamentação da lei, sancionada
em janeiro deste ano, que muda os critérios para a concessão
de descontos para os consumidores classificados como de baixa renda. Pelo
sistema anterior, havia uma escala de descontos e benefícios que
levava em conta o consumo na residência. Mas isso gerava distorções,
uma vez que consumidores solteiros de classe média, que moram sozinhos,
acabavam sendo beneficiados, assim como proprietários de casas
de veraneio.
Para continuar recebendo o benefício, os consumidores tidos como
de baixa renda terão de apresentar às distribuidoras o Número
de Inscrição Social (NIS) que possuem no Cadastro Único
do Governo Federal, usado como critério para distribuição
do Bolsa Família. Além de estar dentro desse cadastro, o
consumidor precisará comprovar uma renda mensal per capita de meio
salário mínimo.A quantidade de unidades de consumo beneficiadas
não deve mudar muito em relação às 19,5 milhões
atendidas hoje.
Pela regulamentação, as distribuidoras terão, a partir
da publicação da resolução, o prazo de 60
dias para notificar aqueles consumidores que perderão o benefício.
Esses consumidores, por outro lado, terão um prazo para comprovar,
caso sejam efetivamente de baixa renda, que possuem o NIS. Para os que
consomem entre 68 quilowatts por hora (kW/h) e 80 kW/h mensais, o prazo
para apresentar a inscrição termina em março de 2011.
Para as residências que consomem inicialmente entre 55 kW/h e 68kW/h,
o prazo terminará em junho do mesmo ano. Em setembro de 2011 terminará
o prazo para quem consome entre 30 kW/h e 55 kW/h. Já os consumidores
que gastam menos que 30 kW/h por mês terão que comprovar
os gastos até novembro de 2011.
Juros são os menores desde 94
São
Paulo - A migração de clientes de linhas de crédito
mais caras para financiamentos mais baratos reduziu a taxa de juros paga
pelas pessoas físicas em junho para o menor patamar desde 1994.
Segundo dados do BC, a taxa média recuou para 40,4% ao ano. No
mesmo período do ano passado, estava em 45,6%. “Não
dá para dizer que os bancos reduziram os juros. O que houve é
uma migração para modalidades de crédito mais baratas”,
disse chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. A maior
parte da queda se deve à redução do “spread”
bancário, a parcela que embute risco, impostos e lucro dos bancos,
que caiu 7,2 pontos percentuais no período. A queda só não
foi maior devido ao custo de captação de recursos dos bancos,
que subiu por conta do aumento da taxa básica de juros. Os juros
para empresas ficaram praticamente estáveis nessa comparação
e estão em 27,3% aa.
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