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Tudo
como antes; apesar da mudança
Os futuros prefeitos assumirão em janeiro de 2009 num cenário
internacional bastante de-sanimador do ponto de vista das finanças.
Logicamente que no Brasil situações desse tipo sempre foram
usadas como justificativa para barrar investimentos. Os prefeitos, de
fato, precisarão de recursos. Os governos estadual e federal afirmam
que manterão o pé no freio por tempo indeterminado - pelo
menos até que o mercado volte a respirar um pouco mais aliviado.
Diariamente registra-se uma verdadeira procissão de prefeitos eleitos
e reeleitos ao Palácio de Karnak. Em alguns dias da semana a aglomeração
é tamanha que até parece uma romaria. Todos em busca das
bênçãos do governador, e também da possibilidade
de obterem algum dinheiro para investimento. Se fosse atender todos os
prefeitos que o procuram desde o começo de outubro, logo depois
das eleições, o governador não teria espaço
no orçamento para o ano que vem. Principalmente se considerarmos
que o orçamento não passa de uma previsão de receitas.
Pedir nunca é demais, notadamente quando existe a perspectiva do
ganho. No presente caso, tudo vai depender da força política
que cada gestor municipal demonstrar. Como não tem dinheiro para
atender a todos, o governo vai ter que promover o atendimento eletivo.
Primeiro de tudo, vai atender os seus partidários.
O que se vê é apenas mais do mesmo. Gestores que foram eleitos
para mudar a realidade dos seus municípios mas que não conseguem
enxergar um palmo adiante do nariz. Poderiam aproveitar o potencial dos
municípios para começar a construir a própria independência.
Optam, contudo, por depositar todas as expectativas em outras esferas
de poder.
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