| Medicina:
exame tipo OAB
Atingiu a 61% o índice dos estudantes de Medicina que
foram reprovados no exame do Conselho Regional de
Medicina de São Paulo (Cremesp), que ainda é uma espécie
piloto do Exame da OAB. Diante desse resultado, o ministro da Educação,
Fernando Haddad, anunciou que vai fazer com que os cursos de Medicina
o que foi feito com os cursos de Direito, ou seja, identificar as
deficiências das instituições e saná-las.
O ministro considerou “grave” o índice de reprovação
dos alunos e disse que uma comissão deve entregar ao Ministério
da Educação, nos próximos dias, relatório
sobre os cursos que obtiveram avaliação negativa no
ensino superior. Fernando Haddah assegurou que quaisquer que sejam
as recomendações da comissão, “das mais
leves às mais drásticas, serão acatadas pelo
MEC.” Segundo a Agência Brasil, o ministro da Educação
foi taxativo ao afirmar que, após o fechamento de 25 mil
vagas, após enfrentar o debate em relação aos
cursos de Direito, o MEC não vai se intimidar diante a necessidade
de tomar providências com relação aos cursos
de Medicina, que lida com saúde pública. “Não
podemos vacilar. Se os cursos estão deficientes, vão
ter que fazer os investimentos devidos, sob as penas da lei”
– disse Fernando Haddah. Por outro lado, o advogado Felipe
Lisboa Capella revela em texto publicado na Revista Consultor Jurídico
que um em cada dez médicos no Brasil responde ou respondeu
a processos judiciais por erro médico, o que, segundo estimativa
feita pela Associação Nacional dos Hospitais Privado,
traduz uma tendência de crescimento verificada nos últimos
anos. A nova postura do paciente, potencializada pelo Código
de Defesa do Consumidor, aumentou a exigência na qualidade
da prestação do serviço médico, bem
como conscientizou as vítimas de imperícia, imprudência
e negligência.
Incompetência
Bem a propósito, dados divulgados na semana passada pelo
site do Superior Tribunal de Justiça revelaram que nos últimos
seis anos a quantidade de processos envolvendo erro médico
que chegaram à Corte aumentou em 155%. Em 2002, o STJ recebeu
120 processos, e neste ano, até o final do mês de outubro,
já eram 300 novos processos autuados por esse motivo, a maioria
recursos questionando a responsabilidade civil do profissional.
Inadimplência
A Ordem dos Advogados do Brasil tomou posição contrária
ao lançamento, pela Confederação Nacional das
Entidades de Ensino, de um cadastro criado pelas universidades com
a relação nominal de alunos e pais que estejam inadimplentes
com estabelecimentos de ensino particular em todo o país.
Para o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, o cadastro “é
instrumento que fere a dignidade da pessoa humana e totalmente inconstitucional.”
Turma
de juízes
Reportagem da Folha de S. Paulo, de segunda-feira passada, informa
que mais de 240 mil julgamentos do Tribunal Regional Federal da
3ª Região, em São Paulo, podem ser anulados pelo
Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal.
Esses processos foram julgados por turmas com maioria de juizes
de primeira instância, o que viola, em tese, as regras de
organização judiciária do país. Segundo
essas normas, as turmas dos tribunais devem ser formadas por desembargadores,
magistrados que estão no topo da carreira e foram promovidos
às cortes de segunda instância por antiguidade ou merecimento.
JECCs
A Assembléia Legislativa aprovou
na última quarta-feira, por votação unânime,
a lei complementar que altera a Lei de Organização
Judiciária do Estado, com a modificação da
estrutura dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Piauí.
A proposição foi submetida ao Poder Legislativo pelo
Tribunal de Justiça e teve relatório apresentado na
Comissão de Constituição e Justiça pelo
deputado João Madson (PMDB). As alterações
introduzidas no sistema estadual de Juizados Especiais abrangem
as unidades e os respectivos anexos que funcionam nas comarcas de
Teresina, Parnaíba, Picos, Floriano, Campo Maior, Piripiri,
Oeiras e Corrente, que vão ter novas composições.
Imortalidade
Será na próxima sexta-feira, 21, às 19:30 horas,
no auditório Acadêmico Wilson Brandão, a posse
na Academia Piauiense de Letras do Piauí do juiz José
Elmar de Melo Carvalho, titular da comarca de Amarante. Natural
de Campo Maior, o correto magistrado e consagrado escritor tem destacada
atuação na vida cultural do Estado, seja como presidente
da União Brasileira de Escritores do Piauí e do Conselho
Editorial da Fundação Monsenhor Chaves, seja como
membro do Conselho Editorial da Universidade Federal do Piauí
e autor de vários livros recebidos com elogios pela crítica
literária. O discurso de recepção do novo imortal
será feito pelo acadêmico Celso Barros Coelho.
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Antes de de assumir a comarca de Amarante,
de Entrância Intermediária, o juiz José
Elmar de Melo Carvalho, 52, serviu nas comarcas de Ribeiro
Gonçalves e Capitão de Campos. Como festejado
poeta e escritor, o magistrado foi eleito para a Cadeira
nº 10 da Academia Piauiense de Letras, que tem como
Patrono Licurgo José Henrique de Paiva e foi sucessivamente
ocupada por Celso Pinheiro, monsenhor Antonio Monteiro de
Sampaio e Hindemburgo Dobal Teixeira.
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