Resultado
da fiscalização em gapareiras sai semana que vem
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Farmácias medicamentos em Timon têm descontos
de até 50% nas farmácias |
Sileli
Rocha
Repórter
de Cidade
Muitos
teresinenses es- tão atravessando a ponte metálica
para comprar medicamentos mais baratos em Timon. Em virtude da liminar
que proíbe as farmácias de Teresina de darem descontos
superiores a 10% em cima dos preços tabelados dos remédios,
a venda de medicamentos em Timon cresceu no último ano.
Descontos de 30% a 50% nos remédios estão atraindo
os consumidores da capital do Piauí para o Maranhão.
O gerente geral de uma rede de farmácias do Piauí
e de Timon, Iramar Coutinho, declarou que vários teresinenses
começaram a migrar desde abril do ano passado, quando foi
sancionada a liminar, para a cidade vizinha.
O gerente afirmou que o fa-turamento da sua drogaria em Timon está
dobrando mês a mês. Ele acredita que este crescimento
será ainda maior nos próximos meses. “Por serem
dados em Timon descontos bem superiores nos preços dos medicamentos
aos dados em Teresina, o crescimento da nossa clientela em Timon
está sendo bem superior ao que esperávamos”,
comentou Iramar Coutinho.
O gerente de outra farmácia de Timon, Jefferson Jorge, informou
que os medicamentos de uso contínuo estão sendo muito
procurados por teresinenses que estão optando por comprar
remédios no Maranhão. “Um dos remédios
que mais vendo para os piaui-enses é o Plavix, cujo preço
de tabela é R$ 250, mas em Timon sai por R$ 166”, disse.
Outros remédios muito procurados em Timon são os para
pres-são e para diabetes. “Os teresinen-ses estão
observando que para comprar remédios de preços elevados
pode sair bem mais barato atravessar a ponte metálica”,
declarou Jefferson Jorge.
O remédio Capoten, para car-díacos, nas farmácias
pesquisa-das em Teresina está sendo vendido por R$ 32,52,
já em Timon está custando R$ 25,29. O medicamento
antidepressivo Arepax pode ser achado em Teresina por R$ 120,12,
em Timon o preço cai para R$ 93. O remédio para câncer
Neode-capepetil é vendido na capital do Piauí por
R$ 567,16, e em Timon por R$ 441,13.
O presidente do Sindicato das Farmácias de Teresina, José
Alves Nascimento, informou que todas as farmácias da capital
do Piauí estão cumprindo a liminar que proíbe
dar descontos de 10% sobre o preço dos medicamentos. Segundo
ele, esta determinação evitou que muitas drogarias
de Teresina fechassem as portas. “A concorrência com
as grandes redes de farmácias estava ocasionando a falência
de muitas drogarias. As grandes redes poderiam dar descontos maiores
porque têm mais poder de barganha”, comentou.
Camelôs amargam prejuízos com a venda de material
Os vendedores ambulantes que optaram em vender itens do material
escolar estão “amargando” prejuízos. No
calçadão da Rua Sim-plício Mendes, no Centro
de Teresina, algumas bancas de camelôs estão com “pilhas”
de cadernos que deveriam ser vendidos nesse período que antecede
a volta às aulas. No entanto, os vendedores dizem que os
clientes estão optando por comprar nas papelarias. A vendedo-ra
ambulante Amanda Pereira se diz arrependida por ter investido na
compra de cadernos. “As vendas estão muito fracas.
Os clientes até param, perguntam o preço, mas acabam
achando que não compensa comprar no camelô”,
disse.
Esse foi o caso da atendente odontológica Maria Antônia
Barreto, que depois de pesquisar os preços achou melhor comprar
na papelaria. “Ainda vou pesquisar mais um pouco, mas já
sei que aqui não vou comprar, a diferença no preço
não compensa”, disse. Além dos preços,
a vendedora Rosângela de Sousa acredita que as vendas à
vista acabam afastando a freguesia. “Nas papelarias o cliente
pode comprar com cartão de crédito ou cheque e ainda
pode dividir o pagamento em várias parcelas, enquanto aqui
nós só vendemos à vista”, destacou. No
camelô os preços dos cadernos variam de R$ 10, de 10
matérias, a R$ 25, com 20 matérias.
Na realidade, os vendedores ambulantes que compraram estoques de
cadernos em papelarias locais não conseguem acompanhar a
concorrência. Isso porque essas papelarias estão vendendo
cadernos, principalmente, a preço de atacado. Ou seja, mesmo
que o cliente leve para casa somente um caderno, ele paga o mesmo
valor que pagaria se levasse o item no atacado. Numa loja que revende
material escolar em Teresina tem sido assim. A loja decidiu acabar
com o estoque de cadernos, vendendo com um preço único.
“Isso só vale para os cadernos. Os outros itens do
material escolar estão sendo vendidos com preços diferenciados”,
disse a vendedora.
Nessa mesma loja, o cliente pode comprar um caderno de 10 matérias
por R$ 9,50 ou se preferir pode levar um caderno de 15 matérias
por apenas R$ 5,16. Entre as opções de cadernos de
20 matérias ainda dá para encontrar um de R$ 6,72.
Os preços variam para cada marca e modelo, mas vale a pena
pesquisar se a intenção for economizar nas compras.
Artesãs
traçam planos para divulgar peças
As artesãs da Associação de Arte Popular de
Teresina (Artpop) reuniram-se na manhã de hoje (11) na sede
da Fundação Wall Ferraz (FWF), para traçar
os planos e ações estratégicas que o grupo
pretende implementar em 2007 no sentido de fortalecer e divulgar
os artigos produzidos pelas associadas. Entre os presentes o secretário
executivo da FWF, Olavo Braz e a presidente da Artpop, Telma Alves.
Fundada há quatro, a Artpop é uma associação
que atualmente conta com 50 mulheres regularmente associadas. O
grupo conta com uma produção diversificada que visa
atender os mais variados segmentos do artesanato. Bolsas, peças
em mosaico, velas decorativas, crochê, bordados e biscuit
(porcelana fria) estão entre os principais artigos produzidos
pelo grupo.
De acordo com Olavo Braz, o trabalho da Artpop conta com o
apoio da Prefeitura de Tere-sina, através da FWF, que assegura
toda assessoria técnica, logística e mercadológica
necessária para que as artesãs possam desenvolver
seus produtos, garantindo com isso a qualidade e o profissionalismo
dos produtos comercializados. “Além do poder público
municipal as artesãs ainda contam com a parceria de outros
órgãos como a Secretaria Municipal de Desenvolvimento
Econômico (Semdec) e o Sebrae”, esclarece o superintendente.
Telma Alves, comenta que o grupo expõe e comercializa
seus artigos mensalmente na Rua Climatizada, sempre na primeira
quinzena de cada mês. “O preço das peças
é estipulado conforme a demanda de custo necessária
para confecção do produto, podendo variar de R$ 3
a R$ 20. Nesta reunião também já estamos planejando
a nossa primeira exposição deste ano a ser realizado
nos dias 13 e 14 de fevereiro”, enfatiza a presidente.
Inflação
registrou menor aumento desde 1979
A inflação de Teresina, avaliada pelo Índice
de Preço ao Consumidor - IPC (Custo de Vida), calculado e
divulgado sistematicamente pela Fundação Cepro (Fundação
Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí),
registrou no mês de dezembro de 2006 o crescimento médio
de 0,33%, o menor crescimento desde 1979, informou o superintendente
do órgão, Oscar de Barros.
De acordo com o superintendente, a queda da inflação
deve-se à estabilidade econômica que o Governo Federal
imprimiu nos últimos quatro anos, o que permite perspectiva
otimista de investimentos e melhoria na qualidade de vida da população.
Ele destacou que em relação especificamente ao PIC
- Tere-sina, relativo a dezembro de 2006, foi constatado que a pressão
pelo aumento de 0,33% localizou-se nos itens componentes dos grupos
Saúde e Cuidados Especiais e Alimentação, que
cresceram 0,56% e 0,55% respectivamente.
O superintendente da Fundação Cepro ressaltou que
no caso específico do grupo Saúde e Cuidados Especiais,
o crescimento esteve relacionado mais diretamente aos aumentos re-gistrados
em lentes de óculos de grau (3,44%); perfume (2,89%); tintura
em geral para cabelos (2,12%); creme dental (1,13%); e sabonete
(0,55%).
No grupo Alimentação, as ma-jorações
mais representativas fo-ram registradas em óleo de soja (4,95%);
arroz (3,80); farinha de mandioca (2,35%); queijo comum (2,3%);
frango (2,23%). Outros grupos apresentaram variação
de 0,49% no Vestuário; 0,28% em Artigos de Residência;
0,16% na Habitação; 0,18 em Serviços Pessoais
e 0,02% em Transportes e Comunicações.
Cesta Básica - A cesta de produtos básicos, conforme
a pesquisa da Fundação Cepro, principal parâmetro
de avaliação do po-der de compra do salário
mínimo, custou ao teresinense, em dezembro de 2006, a importância
de R$ 136,13, quando foi concluído que esse valor é
menor em 1,68% quando comparado ao custo dos mesmos produtos verificado
no mês anterior, que foi de R$ 138,46.
Os produtos que registraram as maiores altas em 2006 foram o açúcar
cristal (37,99), cigarro (28,57%), pão francês ((25,94),
arroz (21,18), farinha de mandioca (18,46%), repolho ((17,17%),
camisa (12,88%), desinfetante (11,43), água sanitária
(10,25%), energia elétrica (9,94%), sabão em barra
(8,77%), mensalidades escolares (7,53%), remédios (5,55%),
carne de sol (5,22%), carne caprina e ovina (5,14%) e frango (5,13%).
Os principais produtos que re-gistraram as maiores quedas em 2006
foram o tomate (45,75%), batata inglesa 38,24%), cebola (27,88%),
abacate (17,12%), feijão (11,66%), bolsa e carteira para
homem (10,97%) DVDs e CDs (9,62%), ovos de galinha (9,38), conjunto
de saia e blusa (8,32%), maracujá (6,26%), bermuda e short
(6,61%), ar condicionado (4,84%), leite em pó (4,40%), maiô
e biquini (4,02%) e gasolina 1,92 por cento.
Autorizada
implantação da Central do Trabalhador
A Prefeitura de Teresina, por intermédio da Secretaria Municipal
de Desenvolvimento Econômico – Semdec - está
criando a Central do Trabalhador Autônomo que terá
a função de manter um banco de dados sobre as oportunidades
de empregos na cidade, gerenciando o encaminhamento de pessoas interessadas
às vagas oferecidas. Neste sentido, a Semdec fará
consultas junto ao comércio, indústrias e empresas
prestadoras de serviços.
A lei de criação da Central do Trabalhador Autônomo
já foi sancionada pelo prefeito Silvio Mendes e vai possibilitar
o cadastramento de ofícios e serviços autônomos,
como jardineiro, carpinteiro, marceneiro, serralheiro, mecânico,
pipo-queiro, churrasqueiro, cozinheiro, garçom, lavandeira,
passadeira, faxineira, carroceiro, catador, pintor, estofador, sapateiro,
vendedor, cobrador, motorista, taxista, moto-taxista e trabalhos
similares.
A atuação da Central será semelhante à
do “Fala Teresi-na”, isto é, através do
atendimento rápido, os interessados terão a alternativa
de utilizar os telefones disponíveis da Central, fornecendo,
assim, informações adequadas para possibilitar a realização
dos cadastros. Conforme Pedro Ferreira, esta estratégia irá
tornar o trabalho da Semdec mais acelerado e prático, considerando
a demanda por emprego existente na cidade.
A questão é promover a instauração de
vínculos empregatí-cios da maneira mais acessível.
Neste sentido, a possibilidade de adquirir um emprego estará
ao alcance de todos. Pedro Fer-reira disse que outras secretarias,
como a Sema – Secretaria Municipal de Administração
e Recursos Humanos, estão sendo parceiras nesse projeto.
A Semdec já realiza a função de cadastramento
de trabalhadores e, com a implantação da Central,
o cadastro dos serviços e seus respectivos di-recionamentos
para as mais diversas empresas, possibilitarão comodidade
e conforto para a comunidade.

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