Praça da Bandeira está cheia de camelôs vindos do Fripisa

Os espaços demarcados foram ocupados ontem, pelos camelôs da praça do Fripisa

Juliana Nogueira
Repórter de Cidade

Os camelôs já ocuparam
parte da praça da Ban
deira e prometem resistir em deixar o local. Quem ainda não montou a banca na praça fez questão de demarcar seu espaço. Os ambulantes alegam que a Praça do Fripisa, onde estavam provisoriamente, é pouco movimentada e que, na última semana, não conseguiram vender nada. "Ganhava até R$ 300 por semana e agora não ganho nada. Aqui na praça pelo menos já consegui vender alguma coisa", disse o ambulante Jeová do Nascimento, que vende bonés.
Ele foi um dos camelôs que levou suas mercadorias ontem, para a praça da Bandeira. Quem ainda não tem banca, dá um jeito de expor os produtos no chão, até para garantir que o espaço não será ocupado por outro. Hélio de Morais conta que trabalhava há cinco anos na praça João Luís, com venda de acessórios para celular. No período do cadastra-mento ele diz que vendia DVDs e foi informado que a atividade não era característica de camelôs.
"Não consegui vender nada na praça do Fripisa e decidi vir para cá. Vamos resistir e não deixaremos a praça, enquanto não for apontada uma solução melhor para nós", disse. O ambulante José Ferreira reservou um espaço no chão da praça para vender DVDs. Ele diz que trabalha com venda de confecções, mas para não perder o dinheiro do dia, resolveu mudar de produto. "Chegava a vender mais de R$ 200 por dia. Estava há seis anos no calçadão", afirmou.
Os ambulantes estão ocupando os corredores de acesso à praça, por onde passam os pedestres. Já há bancas de confecções, eletrônicos e de comidas. A praça também serve de passagem para quem vai ao Shopping da Cidade, que hoje abriga mais de 1,9 mil camelôs. Ontem, os camelôs utilizaram um carro de som para se manifestarem na praça da Bandeira.
Enquanto isso, no shopping, o movimento era intenso. Alguns boxes continuam desocupados e se os ambulantes sorteados não se manifestarem em até 72 horas poderão perder os boxes, que serão sorteados para quem ficou de fora. A prefeitura divulgou uma lista com mais de 70 nomes. Essas pessoas devem comparecer à sede da Secretaria Municipal de Planejamento - Semplan.
A prefeitura solicitou apoio da Secretaria de Segurança do Estado para conter a ocupação da praça. O prefeito Sílvio Mendes afirmou que a ocupação não será permitida e que outra alternativa será encontrada para atender essas pessoas.

Hemopi vai coletar sangue nos bairros e interior do Piauí
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi) já organizou seu calendário para o mês de julho atingindo também o interior do Estado nos municípios de Esperantina e Luzilândia com campanha sistemática de coleta de sangue.
A supervisora de Educação e Marketing do Hemopi, Susa-nne Rocha, explica que as campanhas de doação são sistemáticas, e o atendimento no centro de coleta junto ao Hospital Getúlio Vargas atende a todos os doadores voluntários. No interior do Estado e nos bairros, são desenvolvidos trabalhos de sensibilização com as comunidades sobre a importância da doação de sangue.
Para o período, as coletas começaram ontem, prosseguem até amanhã. Na terça-feira, 7, o He-mopi vai à Vila Operária onde de-senvolverá idêntica campanha de coleta. Na Vila, situada na zona Norte de Teresina, realizam-se novenas dedicadas a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro há 50 anos, comemorados este mês.
Em Esperantina, ocorrerá campanha de coleta de sangue nos dias 10 e 11 de julho dando prosseguimento ao esforço que o Hemopi vem desenvolvendo no sentido de garantir estoques regulares no banco de sangue em condições de atendimento à rede hospitalar. Os doadores, em Teresina, são recepcionados normalmente nos horários de coleta.
Além da Vila Operária, o Hemopi vai realizar campanha de coleta na Igreja Cristã Evangélica, no Bairro Santo Afonso. Ainda no dia 28 de julho, o Hemopi voltará à Vila Operária para uma segunda campanha dentro das festividades que marcam os 50 anos da Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
O Hemopi está distribuindo novos materiais de campanha sistemática. A mais recente é dirigida às mulheres com o slogan "Ajude-nos a aumentar nossa coleção de bolsas. O Hemopi precisa de doadoras. Mulher doe sangue e salve vidas".
Na sua mensagem o folder convoca as mulheres: Como nada substitui o sangue, a gente só pode contar com a solidariedade de cada um. Não importa o sexo. Por isso, você que é mulher, passe no Hemopi e faça sua doação. "É superfácil, não dói nada e não afeta a sua saúde", explica o documento.

Conferência discute a aquicultura
A 3ª Conferência Estadual de Aquicultura e Pesca do Piauí será realizada dia 7 deste mês, a partir das 9 horas, no auditório do Centro de Treinamento do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PI), localizado no Km 10 da BR 343, em Teresina. Foi o que informou na última semana, o superintendente regional do Ministério da Pesca e Aquicultura, Marcus Viní-cius Matos de Freitas.
Segundo ele, a 3ª Conferência Estadual de Aquicultura e Pesca é importante para integrar mais as entidades que lidam diretamente com o pescado, bem como os órgãos públicos que têm trabalho voltado para essa área. "Todo um trabalho está sendo realizado para incrementar o setor de pescado no Piauí", enfatiza Marcus Vinícius.
Ele destacou que o consumo de peixe no Piauí é de 2,5 quilos por pessoa ao ano. Enquanto isso, no Estado do Pará, cada pessoa consome, em média, 20 quilos de peixe ao ano, mas todo um trabalho é desenvolvido para melhorar o hábito alimentar da população piauiense utilizando o pescado.
Estarão presentes na conferência representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PI), da Associação de Piscicultores do Piauí, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab-PI), Sindicatos de Pescadores de Teresina e Federação dos Pescadores Artesanais do Piauí.

Teresina tem 42.119 vítimas da hipertensão
Cerca de 10 mil hipertensos e 2.600 diabéticos devem ser incluídos em cadas-tramento do município até o fim deste ano, conforme pacto firmado entre a Prefeitura de Te-resina e o Ministério da Saúde. O cadastro é de responsabilidade da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e ocorre por meio do Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Portadores de Hipertensão e Diabetes Mellitus (Sishiperdia), desenvolvido por todas as equipes do Programa Saúde da Família (PSF) e demais serviços ambulatoriais.
A vinculação dos portadores de hipertensão arterial e de diabetes ao programa significa acesso a todos os serviços gratuitos oferecidos pelo município, tais como acompanhamento das equipes da atenção básica, consultas médicas, exames laboratoriais, medicamentos, orientação sobre estilo de vida, hábitos alimentares, encaminhamento às especialidades médicas quando necessário, entre outros benefícios.
Atualmente, estão cadastrados no sistema 42.119 hipertensos e 8.586 diabéticos recebendo acompanhamento e os serviços oferecidos pela atenção básica. Para melhor atender esses grupos, a Prefeitura aderiu ao Plano Nacional de Reorganização da Atenção aos Portadores de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus, do Ministério da Saúde, desde 2002, com meta de cadastrar um total de 103.348 hipertensos e 26.032 diabéticos.
A coordenadora do programa em Teresina, Edna Lima, diz que os números crescentes de portadores dessas doenças preocupam as autoridades em saúde, principalmente porque estão cada vez mais associadas entre si e vêm atingindo, também, a faixa mais jovem da população. "Para se ter uma ideia, 0,6% da população que só tem hipertensão (sem diabetes) em Teresina é de jovens com até 19 anos, lembra a coordenadora Edna Lima.