Escuridão
nas praças do Centro afasta os visitantes
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| Além
da falta de iluminação, os portões das
praças estão quebrados, como na praça
Saraiva, no Centro |
juliana nogueira
repórter
de cidade
A escuridão
na praça Pedro II, no Centro de Teresina, afasta os freqüentadores
e faz com que donos de bares fechem as portas mais cedo. A praça
faz parte do complexo cultural formado pelo Theatro 4 de Setembro,
Clube dos Diários e Central de Artesanato, e sedia vários
eventos. O vandalismo é apontado como o principal responsável
pela falta de iluminação, já que, de acordo
com a prefeitura, até 12 lâmpadas são repostas
semanalmente. Os comerciantes dizem que há oito meses só
parte da praça fica iluminada e que o problema nunca é
solucionado.
"Houve um curto-circuito há oito meses e, até
então, não conseguiram resolver o problema. Só
a parte mais alta da praça está iluminada", disse
Wilane de Sousa, dono de um bar localizado nas proximidades da praça
Pedro II. Ele diz que a escuridão afasta a freguesia. O comerciante
reconhece a ação dos vândalos e diz que já
denunciou o caso à polícia. Para tentar amenizar o
prejuízo, ele decidiu instalar uma lâmpada na frente
do seu estabelecimento.
Dono de uma lanchonete que fica no entorno da praça, Edson
de Moura, diz que é preciso fechar as portas mais cedo, por
volta das 23 horas. Ele trabalha a mais de 14 anos no local e diz
já ter presenciado a ação de vândalos
e usuários de droga, que quebram lâmpadas e postes.
Os comerciantes dizem que alguns depredam a iluminação
só por maldade, enquanto outros tiram a fiação
elétrica para vender. O chefe de iluminação
pública da cidade, Marcos Almeida, confirma a informação
e diz que 90% da fiação existente na praça
foi roubada.
"Temos que repor essa fiação e instalar novos
canos, por onde passarão os fios. Na praça Pedro II
as luminárias são baixas, o que facilita a ação
dos bandidos. Trocamos a lâmpada num dia e no outro já
não está mais lá ", disse. Ele diz que
são realizadas nas praças manutenções
preventivas e corretivas com freqüência. "Um dia
desses derrubaram um poste da praça Pedro II", conta.
Outra praça que também está às escuras
é a Da Costa e Silva, conhecida como praça da Cepisa,
que acaba dando abrigo aos usuários de droga que circulam
pela região. Marcos Almeida diz que está previsto
um projeto para reforma da praça e que a restauração
na parte elétrica depende disso.
"Na praça Da Costa e Silva há seis postes, cada
um com quatro lâmpadas, mas só a metade possui lâmpadas
funcionando. Há 30 dias fizemos uma recuperação
lá", disse. Cada lâmpada reposta nessa praça
custa em torno de R$ 500 aos cofres públicos. Além
da falta de iluminação, outros problemas atingem as
praças do Centro de Teresina. Na praça Saraiva, por
exemplo, parte das grades caíram e nunca foram repostas.
O local se transformou numa área de estacionamento privativo.
A reportagem entrou em contato com a SDU (Superintendência
de Desenvolvimento Urbano) Centro/Norte, mas não obteve resposta
em relação à praça Saraiva.
Estrada está sem sinalização e coloca
motoristas em risco
O motorista que vai viajar para a região Sul do Estado pela
BR-316 deve ficar atento. Não que a estrada esteja em péssimo
estado de conservação, ao contrário, está
muito boa.O problema é a falta de sinalização,
tanto horizontal quanto vertical. No trecho entre Teresina e Marcolândia,
na divisa com Pernambuco, com cerca de 400 quilômetros, mais
da metade está sem sinalização o que pode aumentar
os acidentes, principalmente no período noturno.
O trecho sem sinalização começa logo nas proximidades
do município de Valença, a cerca de 210 quilômetros
de Teresina. Uma grande placa instalada pelo Departamento Nacional
de Infra-estrutura e Transportes (DNIT), informa aos motoristas
sobre a falta de sinalização.
Não há uma faixa sequer para orientar os motoristas,
bem como as placas que também não são vistas
em muitos pontos.
Nas proximidades da cidade de Picos, além da falta de sinais
a situação se complica devido ao trecho está
em obras. A pista para quem trafega no sentido de Picos/Teresina
está ganhando asfalto novo e as obras já se encontram
nas proximidades da subida da serra.
Se a situação na BR-316 está perigosa por falta
de sinalização, o mesmo não pode ser dito com
relação a BR-230 entre o entroncamento com a 316 até
a divisa com o Ceará no município de Fronteiras. Até
a sede do município, num trecho aproximado de 37 quilômetros,
a estrada está perfeita e recebendo elogios dos motoristas
que por ela trafegam. O asfalto além de novo tem uma grossa
camada o que permite a passagem de veículos pesados sem prejudicar
a pista. A sinalização está completa.
Num trecho de menos de um quilômetro o motorista percebe a
grande diferença entre uma estrada construída pelo
Governo Federal e a uma feita pelo Estadual. Enquanto na primeira
o asfalto é de boa qualidade, bem feita com largos acostamento,
ao outra, que liga a BR-230 ao município de São Julião,
no trecho de apenas cinco quilômetros, é feita apenas
de óleo queimado, sem acostamento e que tem uma grande quantidade
de buracos levando mais risco de acidentes nestes cinco quilômetros
do que tem trafega dos 37 da outra rodovia.
Famílias
ainda esperam pelas casas já prometidas
Há seis meses atrás mais de mil famílias deixaram
a ocupação que ficou conhecida como Alto da Felicidade,
na zona Sudeste de Teresina, sob a promessa de que ganhariam outro
lugar para morar. Um acordo firmado na ocasião garantia que
as famílias seriam inseridas no programa "Minha Casa,
Minha Vida", da Caixa Econômica Federal e as casas seriam
construídas no próprio terreno, que seria comprado
pelo Governo. No entanto, o acordo nunca saiu do papel e a construção
das casas não tem sequer data prevista. "Na época,
falaram que a construção das casas iria começar
em 120 dias, mas nunca começou. A ADH (Agência de Desenvolvimento
Habitacional) diz que ainda não há projeto para as
casas. Só a etapa de cadastramento das famílias foi
realizada", afirmou o presidente da associação
de moradores do Alto da Felicidade, Clodoaldo Passos.
Ele diz que há um desen-contro de informações
e que as famílias esperam um posi-cionamento do Governo.
Para cobrar isso, será realizada hoje, uma audiência
pública, às 10 horas, na Câmara Municipal. "Sabemos
que o dono do terreno está disposto a negociar. Estamos preocupados
com a mudança de Governo. Quem garante que esse acordo será
cumprido numa próxima gestão?", questionou. As
casas deveriam contemplar 1.024 famílias cadastradas.
Clodoaldo diz que o número é suficiente e que há
uma comissão identificando entre os cadastrados quem não
têm necessidade de receber uma nova casa. "Estamos identificando
pessoas que já possuem outros imóveis ou bens. Estamos
tentando tirar os especuladores para garantir que os mais necessitados
sejam atendidos", disse. O presidente da associação
diz que as famílias removidas estão em casas de familiares
ou em imóveis alugados. A audiência marcada para hoje
deve reunir representantes do Governo do Estado, da prefeitura,
da OAB, da Polícia Militar e da Defensoria Pública.
Um dos locais ocupado por famílias que esperam a construção
das casas do Alto da Felicidade é o centro de produção
do Alto da Ressurreição. Alcivânia Pereira,
de 19 anos, mora no local com dois filhos. O marido dela conseguiu
se cadastrar para ganhar uma das casas. Ela só está
há uma semana no centro de produção, mas já
sabe que irá deixar o local nos próximos dias. "A
prefeitura já deu a ordem de despejo, mas não sabemos
para onde ir", disse.
Mais duas famílias que se encontram no espaço não
foram cadastradas e também não têm onde morar.
"A prefeitura diz que não tem terreno para nós.
Disseram que já iriam trazer um caminhão para tirar
nossas coisas daqui", disse Antônio Francisco do Nascimento,
que vive no local com mulher e filhos há oito meses.
A Direção da ADH informou que o problema em relação
ao terreno já foi solucionado e que agora a Caixa Econômica
Federal terá de 40 a 60 dias para aprovar o projeto das casas,
apresentado por duas construtoras. Depois disso, a ADH inicia a
construção das casas.
Ampliadas
as ações de
prevenção para gripe A
Preocupadas com a saúde dos alunos e a propagação
do vírus Influenza H1N1, as escolas municipais têm
realizado diversas ações com o intuito de informar
pais, professores, alunos e membros da comunidade sobre os principais
sintomas da nova gripe, as diferenças entre a gripe A e a
gripe comum e as atitudes preventivas a serem adotadas para não
contrair a doença.
Segundo a assessora técnica da Semec, Ana Cleide Lopes, ano
passado a Secretaria Municipal de Educação (SEMEC)
e a Fundação Municipal de Saúde (FMS) produziram
um vídeo informativo com orientações sobre
formas de contágio, como proceder no caso de aparecimento
de algum sintoma da doença e medidas preventivas. "O
vídeo foi distribuído em todas as unidades de ensino
da rede municipal e utilizado em palestras e reuniões com
pais e alunos. Agora, retomamos a utilização do vídeo
e intensificamos as atitudes de prevenção", declarou.
Na Escola Municipal Delmira Coelho Machado, os alunos mudaram sua
rotina e seguem rigorosamente as orientações para
não contrair a doença. Os alunos são orientados
para lavar bem as mãos com água e sabão, trazer
copos ou garrafas para água de casa, para evitar o contato
direto com o bebedouro. "Em todas as conversas com pais de
alunos nós reforçamos as atitudes preventivas, para
que a criança tenha em casa a mesma conduta que tem na escola",
explicou a diretora da E. M. Delmira Coelho Machado, Geovania Lura.
De acordo com Amariles Borba, médica da Fundação
Municipal de Saúde, a melhor forma de evitar a propagação
do vírus H1N1 é cuidando da higiene pessoal. Os pais
devem evitar que crianças gripadas frequentem a escola e
locais com grande aglomeração de pessoas e hidratar
bem a criança. "O trabalho na rede municipal de ensino
deu certo; as crianças aprenderam a forma correta de lavar
as mãos e de se prevenir e multiplicam em casa, com os pais",
destacou.
Outra recomendação importante da médica é
evitar a utilização de panos e fraldas para assoar
o nariz, prática na qual a pessoa respira novamente o vírus,
contaminando os que estão à sua volta. "Devemos
utilizar lenços de papel ou papel higiênico, e descartá-los
no lixo imediatamente após o uso. É importante salientar
que esse vírus veio para ficar e nós temos que nos
acostumar e aprender a lidar com ele, assim como já fazemos
com a gripe comum", frisou Amariles Borba.
Tiago Basílio, de apenas sete anos, aluno da Escola Municipal
Delmira Coelho Machado, provou que aprendeu a se prevenir da gripe
A H1N1: "Lavar bem as mãos nos livra de bactérias
e vírus que podem transmitir muitas doenças, inclusive
a gripe A", ensinou o estudante. O aluno entendeu que não
é só na sala de aula que eles devem se prevenir, mas
também em casa. Mas não é só na escola
que a gente deve se proteger, é preciso prevenir sempre.
Encontro
discute ações
da Agespisa em 2009
"O governador Wellington Dias já pode incluir em suas
realizações a recuperação financeira
da Agespisa", declarou o presidente da empresa, Merlong Solano,
durante a abertura do Encontro Estadual de Planejamento, que aconteceu
ontem, em hotel da cidade.
O evento, que tem como objetivo avaliar os resultados alcançados
em 2009 e planejar as ações da companhia para os próximos
anos, reúne todos os chefes de escritórios da capital
e do interior, além de gerentes e assessores. O governador
Wellington Dias e o presidente do Sindicato dos Urbanitários,
Francisco Marques, dentre outras autoridades, participaram do início
dos trabalhos.
Merlong Solano destacou os principais resultados positivos da empresa
nos últimos anos como a redução do déficit
operacional, que era de cerca de 100 milhões de reais em
2003 e passou para R$ 26 milhões em 2009, projetando um saldo
positivo de cerca de R$ 5 milhões já para 2011. Destacou
ainda o crescimento do número de cidades atendidas pela Agespisa,
que subiu de 143 para 157 municípios piauienses, com cerca
de 150 mil novas ligações de água. O aumento
dos serviços prestados possibilitou à empresa investir
com recursos próprios na melhoria e ampliação
dos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário,
tanto na capital quanto no interior.
Ele destacou a realização de obras em mais de 100
cidades atendidas pela Agespisa como a construção
e reforma de estações de tratamento de água
e de reservatórios, a substituição das redes
antigas de água de cimento amianto e ferro fundido por novas
tubulações em PVC nas maiores cidades, o reforço
nas equipes de correção de vazamentos e de fiscalização,
a ampliação e implantação de novos sistemas
de abastecimento de água, a automação dos reservatórios
para evitar os extrava-samentos, dentre outros. Além disso,
a colocação e substituição de cerca
de 400 mil hidrômetros, nos últimos quatro anos, foram
fortes aliadas na luta contra as perdas e desperdício de
água. Com isso, o índice de hidrome-tração
no Piauí subiu de 64% para 85%, mas a meta da Agespisa é
universalizar a micromedição no Estado.
Em seu discurso, o governador Wellington Dias elogiou a política
de recuperação da Agespisa, adotada principalmente
na atual gestão da companhia, "que tem como base o programa
de redução de despesas e a melhoria do abastecimento
de água e a ampliação da rede de cobertura
de esgotamento sanitário", disse. Ele destacou que as
várias obras realizadas pela Agespisa estão sendo
significativas para a melhoria da qualidade de vida da população.
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