Falta profissional qualificado para a construção em Teresina

Os trabalhadores mais experientes estão migrando para outros estados do País

A expansão do setor de
construção civil tem se
tornado um importante vetor da economia de Teresina. Todos os elos que compõem a cadeia, dos fabricantes de materiais de construção até as constru-toras, comemoram os níveis de crescimento e esperam dias ainda melhores. Porém, a maior dificuldade de engenheiros e de quem pretende construir ou reformar um imóvel é encontrar profissionais com conhecimento e experiência na área.
"O momento econômico propícia pela instabilidade, a procura por imóveis, casas, isto gerou muitas obras e a necessidade de mais mão de obra", disse o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil, Andrade Junior.
A carência de profissionais gabaritados a trabalhar na construção civil tem levado algumas empreiteiras a buscarem pessoas de outros municípios e Estados para os canteiros, "uma saída é cada empresário treinar seus funcionários ou trazer trabalhadores de outras localidades. As empresas fazem treinamentos com os novos funcionários e uma reciclagem com mais antigos", explica o vice-presidente.
Andrade Júnior, que preside a Comissão Estadual de Emprego do Piauí, explica que a comissão vem elaborando um plano de qualificação para a construção civil, o Plano Setorial de Qualificação para Construção Civil - PLANSEQ. "Treinaremos pessoas para serem pedreiros, eletricistas prediais, bombeiro predial, mestre de obras e outros. Estamos montando o projeto para o ano de 2009", ressalta.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Construção Civil, Raimundo Ibiapina, Teresina não sofre com falta de mão de obra qualificada e sim uma grande saída de trabalhadores para outros Estados, "hoje o que ocorre é uma grande saída dos trabalhadores para outras regiões, principalmente para o Sul do país, onde a demanda e oferta de emprego é maior. E o principal atrativo é o salário", disse.
"Desde de 1982 trabalho na construção civil, sou carpinteiro, já trabalhei em São Paulo, Rio de Janeiro e Serra dos Carajás. Fui para o Sul do país porque no Piauí tava muito ruim, não tinha trabalho e no Sul o trabalho não pára, agora aqui está bom, a cidade está cheia de obras. Já trabalhei em 12 firmas e nenhuma delas nunca fizeram oficinas para ensinar o trabalho, o que eu sei hoje, aprendi quando comecei a profissão, com os mais experientes", conta o trabalhador, Tarcísio da Silva Amaral, de 42 anos.
Raimundo Ibiapina ressalta ainda a falta de incentivo dos órgãos governamentais e das empresas privadas para os profissionais permanecerem na capital, "é preciso que eles tenham políticas públicas de qualificação. O sindicato tem solicitado oficinas para qualificar os trabalhadores, mas as empresas não valorizam os funcionários, não promovem oficinas. Hoje, eles passam por uma triagem dentro da obra, vão aprendendo com profissionais mais experientes", explica.


Mosca Branca está dizimando plantações de caju no Piauí
Uma praga conhecida
como mosca branca
está dizimando as plantações de caju dos municípios da região de Picos. As perdas já chegam a 80% da produção, segundo os produtores que estiveram ontem na Federação da Agricultura no Piauí. Desesperados, eles disseram que as autoridades nada estão fazendo para resolver o problema que pode piorar.
Segundo Carlos Augusto Melo Carneiro da Cunha, o “Caú”, presidente da entidade, o problema é mais grave no município de Santo Antônio de Lisboa, que é conhecido como a Capital Brasileira do Caju. Os produtores que estiveram na Federação informaram que a produção diária do município variava entre 10 mil e 15 mil caixas que eram exportadas, sem contar a produção destinada as indústrias situadas na região. Hoje apenas 20% estão sendo aproveitados.
A mosca branca, segundo os produtores Gaudêncio Cipriano da Silva e Enierson Pedro de Carvalho, ataca a placa pela parte de baixo da folha. Em pouco tempo ela suga toda a seiva da planta que termina morrendo. Quando a planta é muito atacada pela mosca, ela fica com uma coloração diferente e dá para se ver de qualquer parte da plantação.
Gaudêncio disse ainda que a praga vem dos municípios do Ceará e que se nada for feito em pouco tempo vai atingir outras plantações com a mesma intensidade. “Há cerca de cinco anos esta praga apareceu de repente, mas foi logo exterminada”, afirmou Gaudêncio.
O pior é que o Governo do Estado, segundo os produtores, já encaminhou inseticida e pulverizadores para a região, mas não foi nenhum técnico para ensinar os produtores a aplicar o produto e os galões de inseticida estão nas plantações há mais de 20 dias sem utilidade enquanto a mosca branca dizima os poucos cajueiros anões precoce ainda existem na região.
“Caú” disse que esteve com o governador Wellington Dias e que o chefe do Executivo prometeu tomar as providências, mas ele pede ainda que a Emater e de outros órgãos procure se inteirar dos fatos imediatamente para que o problema seja resolvido o mais rápido possível.

Marcha marca o Dia da Consciência Negra no Piauí
Ao som da batida de tambores e atabaques o Movimento Negro de Teresina, realizou na tarde de ontem a Segunda Marcha Zumbi e Dandara, para lembrar o Dia Nacional da Consciência Negra e protestar contra a realidade que convive a maioria dos negros, que ainda são vítimas de preconceito.
A marcha teve início após a concentração que aconteceu na Praça Landri Sales (Praça do liceu), quando os manifestantes discursavam, solicitando mais igualdade entre as pessoas e menos preconceito. Os manifestantes percorreram as ruas Rui Barbosa e Paissandu, até a Praça Pedro II, onde encerraram com um ato público.
Para Gilvano Quadros um dos coordenadores do Movimento Negro no Piauí, esta segunda marcha foi para chamar a atenção da sociedade e das autoridades para o respeito com as pessoas negras, principalmente os advogados e delegados de Polícia que ainda não conhecem as leis e acabam desrespeitando e constrangendo este segmento da sociedade.
“Queremos dizer que temos avançado, mas ainda de forma muito tímida, é necessário que esses direitos sejam respeitados, principalmente os que garantam a presença de negros no mercado de trabalho, porque no Brasil o negro ainda está no último plano” afirma Gilvano.
Ainda de acordo com ele, além da marcha os militantes do Movimento participaram do seminário, que aconteceu ontem, quando foi elaborado um documento, e entregue ao Governo do Estado, com as propostas para o enfrentamento da realidade que vive os negros no Piauí.
Gilvano disse também, que no documento entregue à representante do governador consta a reivindicação das comunidades quilombolas, que lutam por suas terras. Pelo menos 100 representantes negros das comunidades quilom-bolas se fizeram presentes no seminário e na segunda marcha da consciência negra.

Teresina têm índices satisfatórios
O Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), divulgado ontem (20) pelo Ministério da Saúde, revelou que no Estado do Piauí, a capital (Teresina) e Parnaíba estão com índices satisfatórios de presença de larvas do mosquito transmissor da dengue. Os dados confirmam, portanto, a importância da continuidade das ações de prevenção e combate para evitar que o cenário evolua para a situação de alerta e risco.
No Piauí, as duas cidades realizaram o levantamento e enviaram os dados para o Ministério da Saúde. Parnaíba e Teresina apresentam índices satisfatórios (abaixo de 1% de infestação). Apesar disso, em Teresina há áreas em situação de alerta, com índices de até 1,1% de infestação. Nos dois municípios, caixas d´água, tambores, tonéis e poços são os criadouros predominantes do mosquito.
METODOLOGIA - O LIRAa tem como objetivo identificar com antecedência as áreas de maior risco de formação de criadouros do mosquito transmissor. Os resultados permitem o planejamento e a intensificação de ações de combate ao vetor da doença, assim como as atividades de mobilização, comunicação e de educação.
Neste ano, 161 municípios de todo o país participaram do levantamento. São cidades que se enquadram nos critérios: capitais e municípios de regiões metropolitanas; municípios com mais de 100 mil habitantes; e municípios com fluxo de turistas e de fronteira.
Para ser realizado, o município é dividido em grupos de 9 mil a 12 mil imóveis com características semelhantes. Em cada grupo, também chamado estrato, são pesquisados 450 imóveis. Os estratos apontam três situações: até 1% de infestação, significa que o município está em condições satisfatórias; de 1% a 3,9% indica situação de alerta; e superior a 4% aponta risco de surto de dengue.

Pavimentação teve 1,5 milhões investidos
A Prefeitura já investiu mais de R$ 1,5 milhão em pavimentação as-fáltica somente no centro e zona Norte de Teresina, neste ano. De acordo com o superintendente de Desenvolvimento Urbano Centro/Norte, José João Braga, um benefício direto para a população de 17 bairros da região.
"Trechos antigos sem asfal-tamento ou em estado de má conservação foram as prioridades da SDU Centro/Norte no momento de estabelecer a programação desses serviços. Vias que servem de linhas de ônibus ou como principais acessos aos bairros de periferia também foram fatores decisivos", explica José João.
No bairro Mafuá, por exemplo, um dos mais velhos da cidade, as ruas Quintino Bocaiúva, 7 de Setembro, Área Leão, 24 de Janeiro, Lucídio Freitas, Arlindo Nogueira, Manoel Domingos e Amazonas, que representam importantes vias de ligação entre o centro e a zona Norte de Teresina, receberam asfalto novo, oferecendo, agora, melhores condições de trafegabilidade.
Foram recuperados trechos da Areolino de Abreu, Joaquim Ribeiro e perímetro externo do Estádio Lindolfo Monteiro, no Centro, além de diversas ruas no bairro Marquês, como a 1º de Maio, e outras no Matadouro, Matinha, Porenquanto e Primavera.
No Mocam-binho, com o asfaltamento da rua do Meio, que fica entre a Josípio Lustosa e avenida Freitas Neto, a Prefeitura atendeu uma reivindicação antiga da comunidade. Também foram asfaltadas vias nos bairros Alto Alegre, Nova Teresina, Bom Jesus, Buenos Aires, Ilhotas, Real Copagre e Santa Maria da Codipi.