Irã testa míssil que não pode
ser captado por radar inimigo
Teerã - Um novo destróier iraniano realizou o lançamento
de um míssil terra-terra em um teste realizado no golfo Pérsico
nesta terça-feira, informou a agência de notícias
iraniana Fars. O míssil é imperceptível aos
radares inimigos,segundo militares.
O Irã, envolvido em um crescente conflito com o Ocidente
sobre seu programa nuclear, frequentemente anuncia avanços
de suas capacidades militares e realiza testes de mísseis
em uma aparente tentativa de mostrar sua prontidão para um
eventual contra-ataque.
Israel e os Estados Unidos não descartaram a possibilidade
de ação militar contra o Irã se a diplomacia
for incapaz de resolver o impasse sobre o programa nuclear do país,
que o Ocidente teme ter como objetivo a construção
de bombas e que Teerã afirma ser para a geração
pacífica de energia.
A Fars disse que o destróier Jamaran, o primeiro navio de
guerra desse tipo construído pelo Irã e lançado
na semana passada em cerimônia que contou com a presença
do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei,
lançou com sucesso o míssil Nour (Luz).
“O sistema de mísseis do destróier foi testado
e o lançamento do míssil terra-terra Nour em direção
a um alvo definido foi realizado com sucesso”, disse a agência
semioficial de notícias.
Grande parte do equipamento naval iraniano foi produzida antes da
Revolução Islâmica de 1979 e foi feita pelos
EUA.
Os Estados Unidos disseram, em janeiro, que haviam aumentado seus
sistemas de defesa contra mísseis na região ao redor
do golfo Pérsico — um canal crucial para o fornecimento
global do petróleo — para se opor ao que o país
vê como sendo uma ameaça crescente de mísseis
do Irã. Teerã condenou a medida e acusou Washington
de promover “fobia ao Irã”.
Síria
garante querer energia nuclear só para ‘fins civis’
Paris (AE) - A Síria gostaria de desenvolver energia atômica,
afirmou seu governo ontem. O país já é investigado
pela AIEA por sua suposta tentativa de construir secretamente um
reator nuclear.O vice-ministro das Relações Exteriores,
Faisal Mekdad, disse em uma conferência internacional sobre
energia nuclear civil, em Paris, que Damasco precisa “considerar
fontes alternativas de energia, incluindo energia nuclear”.O
presidente da França, Nicolas Sarkozy, abriu a conferência
na segunda, com um pedido para que muitos outros países adotem
energia nuclear para produzir eletricidade, reduzir as emissões
de gases causadores do efeito estufa e também diminuir a
pressão sobre os preços de energia.
Nigéria
é pressionada a apurar crimes
Jos (AE) - O governo dos Estados Unidos e ativistas de direitos
humanos pediram ontem que a Nigéria investigue e processe
os responsáveis pelas mortes de mais de 200 pessoas num novo
episódio de violência entre cristãos e muçulmanos
no país. O presidente interino Goodluck Jonathan prometeu
que as lutas estavam encerradas depois que mais de 300 pessoas foram
mortas em janeiro. Jonathan demitiu seu conselheiro de segurança
nacional na noite de segunda-feira após a violência
do final de semana.
“Após os assassinatos de janeiro, as vilas deveriam
estar devidamente protegidas”, disse a alto comissária
da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay. “Claramente,
os esforços prévios para lidar com as causas fundamentais
foram inadequados e, nesse meio tempo, as feridas se infectaram
e ficaram mais profundas.”
O Human Rights Watch também pediu a Jonathan que proteja
os moradores de pequenas vilas nas redondezas de Jos, cidade do
centro da Nigéria que tornou-se um problema para a violência
religiosa na região. Os sobreviventes dos ataques de domingo
a três vilas, majoritariamente cristãs, disseram que
as forças de segurança nunca enviaram guardas, apesar
de Jos permanecer sob toque de recolher do anoitecer até
o nascer do sol desde os confrontos de janeiro. “É
hora de desenhar uma linha na areia”, disse a pesquisadora
do Human Rights Watch, Corinne Dufka em comunicado ontem. “As
autoridades precisam proteger essas comunidades, levar os levar
os criminosos à Justiça e atuar na raiz da violência.”
A polícia disse que deteve mais de 90 pessoas suspeitas de
incitar a violência. Alguns a descrevem como um ataque de
represália à morte de muçulmanos em janeiro,
enquanto outros dizem que pastores de Fulani queriam tomar as terras
do platô
Haiti
liberta missionária americana.
Porto
Príncipe (AE) - Uma missionária norte-americana detida
durante mais de um mês no Haiti, acusada de sequestro de menores,
voou de volta para os Estados Unidos, após ser libertada
na segunda-feira. A líder do grupo batista envolvido no caso
segue presa.
Charisa Coulter e Laura Silsby eram as últimas duas missionárias
presas, de um grupo de dez pessoas detidas por tentar retirar do
Haiti 33 crianças, após o terremoto de 12 de janeiro
que devastou o país. As outras oito pessoas foram liberadas
em 17 de fevereiro.
Charisa, de 24 anos, foi libertada na segunda-feira e levada rapidamente
ao aeroporto pelo pessoal da embaixada dos EUA. O pai dela confirmou
que a filha já chegou a Miami, na tarde do mesmo dia.
Laura Silsby, de 40 anos, afirmou estar contente pela libertação
da colega. “E espero que a minha chegue logo”, disse.
O advogado de defesa Louis Ricardo Chachoute previu que Laura deve
ser liberada em breve.
A prisão do grupo ocorreu no momento em que as autoridades
haitianas tentavam tomar medidas mais enérgicas contra as
adoções não autorizadas, a fim de evitar o
tráfico de menores em meio ao caos provocado pelo terremoto
de 12 de janeiro. Inicialmente, Laura disse que as crianças
haviam ficado órfãs durante o tremor, que deixou 230
mil mortos segundo números oficiais. Logo, porém,
foi descoberto que os pais de alguns deles haviam entregado os menores
para adoção.
O grupo pretendia levar as crianças para um orfanato na República
Dominicana. O juiz liberou oito dos acusados em fevereiro, após
concluir que os pais entregaram os filhos voluntariamente, acreditando
que os norte-americanos lhes dariam melhores condições
de vida. Na opinião do magistrado na ocasião, porém,
Charisa e Laura ainda precisavam responder a algumas questões.
Marido
julgado por decapitar mulher virgem
Paris - Um homem de 53 anos está sendo julgado na França
por ter decapitado sua mulher, que tinha se recusado a ter relações
sexuais com ele durante os 25 anos de relacionamento. A autópsia
revelou que a vítima, de 47 anos, era virgem. Philippe Cousin
matou sua mulher Nicole em abril de 2007 em Arras, no norte da França,
após ter lhe servido, como fazia diariamente, seu café
da manhã na cama.
Após uma briga, motivada pelo fato de que a mulher se recusava
a ter filhos, Cousin a esfaqueou diversas vezes, antes de decapitá-la.
Poucos instantes depois, ele ligou para a delegacia informando que
havia matado sua mulher e pedindo desculpas “por incomodar”.
Quando os policiais chegaram à sua casa, ele se desculpou
novamente “pelo horror” que eles veriam.
“Tenho um grande sentimento de vergonha, de responsabilidade
e muito remorso”, declarou o acusado durante o julgamento,
que começou na segunda-feira.
“Naquela manhã, como todos os dias, preparei o café
e disse que queria ter um filho com ela. Em razão de sua
recusa, peguei uma faca e a ataquei várias vezes. Fiquei
alguns instantes ao lado dela”, disse Cousin no tribunal.
O veredicto deveria ser anunciado na noite de ontem . O réu
pode ser condenado à prisão perpétua. Cousin
afirmou que sua mulher se recusava a ter relações
sexuais.
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