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Brasília (AE) - O ministro do trabalho, Carlos Lupi, reconheceu
ontem (19), pela primeira vez, que a crise financeira já
começa a afetar a oferta de novos empregos formais no País
e anunciou a possibilidade de ampliar o número de parcelas
do seguro-desemprego, se a situação se agravar. “A
ampliação, no limite de até 10 parcelas, vai
depender da realidade, se tivermos demissões em massa, pois
o dinheiro é do trabalhador”, afirmou Lupi. Ele frisou,
no entanto, que a ampliação não é ainda
necessária.
Lupi divulgará hoje os dados de outubro do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged), que registra os empregos
com carteira assinada, e antecipou que o saldo de novos empregos
“ainda será positivo”, mas menor do que a expectativa.
Lupi vinha dizendo que a crise financeira só afetaria o mercado
de trabalho formal brasileiro no ano que vem.
“Houve crescimento (do número de empregos com carteira
assinada), mas não foi o que eu previa. Essa redução
é reflexo da pisada no freio de alguns setores”, disse
o ministro, citando os setores automotivo, de autopeças e
alguns segmentos agrícolas como exemplos dos que reduziram
as contratações.
Em outubro do ano passado, o Caged registrou a abertura de 205,2
mil novas vagas formais. De janeiro a setembro deste ano, o total
de empregos criados foi de 2,086 milhões. Em razão
dos sinais de desaquecimento do mercado formal de trabalho, representantes
das seis principais centrais sindicais (CUT, Força Sindical,
UGT, CGTB, CTB e NCST) entregaram ontem ao ministro um documento
com 18 sugestões de medidas que podem, na visão das
entidades, minimizar as dispensas de trabalhadores.
Senado
devolve a MP que anistia filantrópica
Brasília - O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN),
anunciou ontem (19) a devolução ao governo da Medida
Provisória 446, que dá benefícios tributários
a entidades filantrópicas e anistia instituições
suspeitas de fraude. É a primeira vez desde 1989 que o Senado
devolve uma MP ao governo.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR),
questionou a decisão e pede que o plenário tenha o
direito de rever a decisão do presidente.
Garibaldi garante que sua decisão está fundamentada
no regimento da Casa. Ele afirmou que a MP não tem os aspectos
constitucionais de urgência e relevância e que é
seu papel devolver “proposições impróprias”,
segundo o regimento.
A decisão de Garibaldi foi tomada após uma intensa
discussão em plenário. Desde a edição
da MP 446, parlamentares de governo e oposição reclamaram
do projeto. O principal questionamento diz respeito ao “perdão”
dado a entidades que estão com o registro suspenso por supostas
fraudes. Elas receberiam de volta o certificado de entidade filantrópica
e o direito aos benefícios tributários contemplados
na MP. Senador ligado ao terceiro setor, Flávio Arns (PT-PR)
foi um dos que fez duras críticas à MP. “Nem
a base do governo, eu e outros que atuam no setor, nós não
fomos consultados, fomos pegos de surpresa. Isso é uma coisa
incorrigível. Não entendo porque não se faz
uma discussão sobre um marco regulatório para o terceiro
setor”, disse.
O líder do governo tentou negociar um encontro dos colegas
com o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, para que
fosse feito um debate sobre a MP. Jucá argumenta que a MP
tem o mérito de evitar que entidades sérias percam
o certificado, que só teria validade até o final do
ano.
Al-Qaeda
chama Barack Obama de 'negro sem honra'
Cairo (AE) - Ayman alZawahiri, número 2 na hierarquia da
rede terrorista Al-Qaeda, qualificou o presidente eleito dos Estados
Unidos, Barack Obama, como um “homem sem honra”, segundo
uma nova mensagem de áudio divulgada ontem.
O vice-líder da rede terrorista liderada pelo milionário
saudita no exílio Osama bin Laden também chamou Obama
de “negro que freqüenta a casa grande”, um termo
pejorativo para sugerir que o presidente eleito dos EUA está
a serviço dos brancos. “É um negro sem honra
a serviço dos brancos”, diz o número 2.
“Obama é exatamente o oposto de negros americanos honrados”
como Malcolm X, prosseguiu Zawahiri em fala divulgada em páginas
da internet que costumam transmitir mensagens de extremistas islâmicos.Trata-se
do primeiro comentário sobre Obama atribuído à
Al-Qaeda desde as eleições presidenciais de 4 de novembro
nos EUA.
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