Filho de Sarney não pode ser julgado pelo DNA, diz
Marina
São Paulo - A candidata do PV à Presidência
da República, Marina Silva, preferiu não comentar
o fato do deputado Sarney Filho (PV-MA) não apoiar sua campanha
no Maranhão, embora seja integrante histórico da cúpula
do partido.
Marina disse que sua candidatura não tem apoio de representantes
“da velha política brasileira”, numa referência
ao ex-presidente e atual senador José Sarney (PMDB-AP), mas
que Zequinha não poderia ser julgado “pelo seu DNA”.
- Você não pode julgar as pessoas pelo DNA até
porque essa não é uma escolha que se faça.
Imagina se eu fosse filha de um presidiário e você
achasse que, em função disso, eu teria a mesma condição.
Marina lembrou que o deputado é um ambientalista respeitado
e que foi um dos entusiastas de sua filiação ao PV
e de sua candidatura à Presidência da República.
- Não podemos ter uma visão preconceituosa que o fato
de sermos filhos de alguém ou amigos de alguém, isso
nos transforma na mesma pessoa.
A candidata afirmou que sua campanha vem sendo conduzida “pela
sociedade” e que ela desconhece a informação
de que Zequinha não tem feito campanha pelo PV no Maranhão.
A candidata defendeu a criação de “uma política
inovadora” e criticou os velhos paradigmas que dominam o sistema
nacional, em referência ao indireta a José Sarney e
ao PSDB e PT, que ocuparam a Presidência da República
ao longo desse tempo.
- Os aliados de 500 anos de política velha irão fazer
o mesmo que já fizeram durante esses 16 anos em relação
à velha política. Esses não estão comigo
mesmo.
Ontem, Marinha fez caminhada na capital paulista.
Novo
mínimo ficará em R$ 538 e vigora a partir de 1º
de janeiro
Brasília - O projeto para o Orçamento de 2011 determina
apenas a correção pela inflação para
o salário mínimo que vigorará a partir de 1º
de janeiro do ano que vem. Com a incorporação da variação
do INPC prevista para este ano, o valor será corrigido dos
atuais R$ 510,00 para 538,15. A informação foi dada
pelo ministro da Fazenda, Paulo Bernar-do, ontem (31), logo após
encontro com o presidente do Senado, José Sarney, para a
entrega da proposta orçamentária para exame no Congresso.
Ao ser questionado se o salário mínimo ficaria sem
aumento real, Paulo Bernardo reiterou que o governo se limitou a
aplicar a regra que vinha sendo aplicada nos últimos anos
- a correção pela inflação do ano anterior
àquele que é dado o reajuste somada ao crescimento
do PIB do ano anterior ao da Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO). Como o PIB de 2009 foi negativo, o reajuste apenas reflete
a variação da inflação.
Entretanto, a LDO de 2011, em que foram definidos parâme-tros
para a elaboração do projeto do texto orçamentário,
previu que o projeto do Orçamento deveria assegurar recursos
necessários para ao atendimento da política de aumento
real do salário. Pelo texto, esse aumento deve resultar de
negociações com as centrais sindicais.
Em tese, portanto, os novos valores ainda devem ser acertados e
incorporados ao projeto pelo relator do Orçamento, senador
Gim Argello (PTB-DF). O ministro, no entanto, evitou comentários
sobre os novos movimentos em relação ao valor definitivo
no salário mínimo, decisão esperada para depois
das eleições, com participação de interlocutores
indicados pelo candidato que sair vitorioso na disputa presidencial.
O ministro adiantou que ao longo de outubro enviará um quadro
mais atualizado sobre o crescimento da economia em 2010. Isto porque
a proposta orçamentária enviada ao Congresso teve
base em uma variação do PIB de 4,5% para este ano.
Do pouco que o ministro antecipou sobre a proposta na rápida
entrevista, o que se pode dizer é que o projeto do Orçamento,
sem considerar os efeitos contábeis da rolagem de títulos
da dívida pública, envolve montante global de despesas
ao redor de R$ 1,1 trilhão. Ele disse ainda esperar que a
próxima equipe de governo possa tomar posse, em 1º de
janeiro do próximo ano, com a proposta já aprovada
pelo Congresso.
Temperatura
no Nordeste sobe 3,5º C
Natal - "A temperatura em várias regiões do Nordeste
brasileiro aumentou 3,5°C nos últimos 40 anos",
afirmou ontem (31), na 62ª Reunião Anual da Sociedade
Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal (RN),
o metereologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT),
Paulo Nobre. Segundo ele, os efeitos das mudanças climáticas,
sem dúvidas, são responsáveis pelo aquecimento.
Nobre destacou, ainda, que, em função do aumento da
temperatura, os eventos extremos - chuva forte e calor excessivo
- estão ocorrendo com mais frequência. Entre eles,
chuva de mais de 100 milímetros num espaço de menos
de 24 horas são exemplos da mudança de temperatura.
"A população ribeirinha, por exemplo, tem sofrido
muito com o aquecimento da região Nordeste. As erosões
são mais constantes, as enchentes, além das descargas
ambientais", citou o metereologista.
O especialista citou que a chuva que ocorre em Alagoas e Pernambuco
são oriundas de um aquecimento global ocasionado principalmente
pelo desmate de árvores e pela emissão desenfreada
de gases de efeito estufa.
Segundo Nobre, o aumento considerável na temperatura de certas
regiões nordestinas pode ser explicado devido à falta
de vegetação. "Em regiões com baixa vegetação,
a água não é retida no solo e, mais que isso,
não existe água para evaporar. Desse modo, a seca
provoca o aumento da temperatura de forma mais acelerada se comparado
com outras regiões com uma vegetação mais satisfatória",
disse.
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