Dr. José Francisco Vasconcelos, o Amigão -
Jornalista colaborador - Inscrição DRT/PI No 1.296.
Especialista em Medicina do Trabalho e Proctologia. Registro da Especialidade no CRM - 226 e 246. Ainda, Especialista em Pericia Medica.
Notícias e comentários: vasconcelosjf@tvclube.com.br - (fone 94826677)


Suicído, uma questão de saúde pública
No Brasil, 24 pessoas morrem diariamente por suicídio, uma a cada hora. Foram 8.550 mortes (apenas as notificadas) em 2005. Nosso país ocupa o 9º lugar no mundo. Estudo do Ministério da Saúde, num período de 10 anos, mostra que o Estado do Piauí ocupa o 8º lugar em número de suicídios no Brasil. Entre as capitais, Teresina ocupa o 1º lugar em número de suicídios no sexo feminino e o 3º lugar no sexo masculino, principalmente entre os jovens. Em 97% dos casos caberia um diagnóstico de transtorno mental à época do ato fatal.
Para melhor compreensão deste cenário convidamos o Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, o médico Sergio Ibiapina Ferreira Costa para comentar este tema.

O QUE HÁ POR TRÁS DO SUICÍDIO?
A resposta a esta indagação é do interesse de vários segmentos sociais, por se constituir um grande enigma do comportamento humano. É difícil, para não dizer impossível, ficar indiferente ao desprezo de um instinto básico, comum a todas as espécies, qual seja, o da auto-preservação.
A conduta de dar fim à própria vida comporta outros questionamentos: trata-se de uma conduta imoral e covarde? É a expressão máxima da liberdade individual? Ou ainda, é correto considerar-se um sintoma de determinada doença mental? É oportuno assinalar que há vários séculos, tanto as ciências biomédicas como as humanísticas tentam explicar as razões que justificam uma pessoa causar a própria morte. Essa atitude tão drástica compromete diferentes faixas etárias e nem sempre os estudiosos que se dedicam ao tema encontram uma razão plausível que justifique a decisão tomada.
Na Grécia clássica, o cadáver suicida era considerado indigno, portanto, não sendo permitido o seu enterro em um cemitério pertencente à comunidade. Filósofos como Sêneca e Sócrates defenderam o suicídio, o que levou o último a conspirar contra a própria vida, ingerindo dose letal de veneno. Já a cultura cristã, a partir do século IV, também adotou uma postura intransigente referendada por Santo Agostinho, ao sentenciar que qualquer forma de suicídio se situava contra a lei natural, portanto, assemelhava-se ao homicídio. A atual postura da Igreja Católica altera-se com as mudanças ocorridas no último quartel do século passado, quando da revisão do Código de Direito Canônico.
Após o século XVIII, a imagem do suicida passa a ter outro tratamento, em razão da influência de intelectuais como Voltaire, Montesquieu e Hume, quando expurgam o suicídio de considerações teológicas. Já no século XX, o tema é estudado no campo da psicoanálise com Freud; da sociologia, por meio das teorias de Durkheim; e pelo existencialismo de Sartre, culminando com os esforços da investigação biomédica, no terreno das substâncias neurotransmissoras, sobre as possíveis causas e as diversas tentativas de compreensão da conduta auto-lítica.
Na atualidade, diversos autores afirmam que não há como negar que o suicídio é um grave problema de saúde pública, constituindo-se uma das causas de morte mais freqüente, levando-se em conta a dificuldade de se detectar, precocemente, a intenção de consumação do ato. A Organização Mundial da Saúde estima que daqui a uma década o número de óbitos por suicídio alcançará cerca de um milhão e meio de pessoas. Esta cifra representa uma morte por suicídio no planeta a cada 20 segundos e pelo menos uma tentativa a cada 2 segundos.
As autoridades sanitárias têm o dever de se preocupar com o tema e de considerar a alta incidência elemento de inclusão obrigatória na formulação de ações do setor público. Não é possível esconder que a tragédia de por fim à própria vida tem ceifado do convívio social, preferencialmente, em algumas regiões do país, adolescentes e adultos jovens. Com esse propósito, convém prestar especial atenção aos jovens, muitos deles arredios a qualquer diálogo e em face de cujo comportamento somente os pais, os educadores, os profissionais de saúde e os ministros das igrejas que freqüentam serão capazes de detectar o ciclo de auto-destruição que se instala em determinada fase da vida. Acredita-se, assim, que esse nefasto ideário poderá ser interrompido em tempo hábil.
Merece especial atenção a cidade de Teresina, que se situa como uma das capitais com elevada incidência de suicídio, considerando-se, ademais, o alto índice de sub-notificação de casos. O silêncio diante do trágico fenômeno demonstra que a passividade não tem sido a melhor estratégia no trato dessa questão, pelo crescente número de vítimas a cada ano.
A Sociedade Brasileira de Bioética, regional do Piauí, resolve interromper o silêncio e começa a dialogar em caráter multidisplinar sobre o tema, tornando públicas as inquietações que afligem a todos. Talvez, seja mais um passo na tentativa de minimizar as estatísticas que já não podem ser contemporizadas somente com resignação. Afinal, convém assinalar que, aproximadamente, 90% de quem tenta avisa antes, e 70% exibe algum sintoma das diferentes fases de depressão.
Este tema será debatido no FORUM BIOÉTICA E SUICÍDIO, promovido pela Sociedade Brasileira de Bioética e Associação Psiquiátrica do Piauí, a ser realizado nos dias 5 e 6 de dezembro de 2008, no auditório da FACIME (informações: 86-3122-8815 e 86-3122-8814). Inscrições: Instituto Camilo Filho, NOVAFAPI e FACIME (200 VAGAS).

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Curso MIF
A FACID promove no próximo dia 22 de novembro o Curso MIF (Medida de Independência Funcional). O ministrante será o Prof. Dr. Marcelo Riberto, médico especialista em Medicina Física e Reabilitação, Mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP e responsável pela tradução e validação da MIF no Brasil. A Medida de Independência Funcional (MIF) é um instrumento para avaliar o quanto uma pessoa necessita de auxílio para a realização de atividades diárias motoras e cognitivas.Com a habilitação para uso da MIF, o profissional de reabilitação pode definir com segurança o programa terapêutico, acompanhar a evolução dos seus pacientes, e ainda justificar a manutenção ou o término do tratamento com bases objetivas e cientificamente confiáveis.Maiores informações no site www.facid.com.br

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O Vice-diretor da Faculdade NOVAFAPI, Francisco Alencar, juntamente com os coordenadores dos cursos e pessoal do setor administrativo da instituição durante o anúncio do resultado do vestibular. Neste concurso a NOVAFAPI ofereceu 683 vagas, distribuídas em 11 cursos superiores. O anúncio foi feito em clima de festa, comprovando o compromisso da Faculdade em oferecer um ensino de superior qualidade.

 

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Hoje às 19 horas será reconduzido ao cargo de reitor da UFPI o Prof. Dr. Luiz de Sousa Santos Junior. O Reitor que interiorizou e está modernizando a UFPI.