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Suicído,
uma questão de saúde pública
No Brasil, 24 pessoas morrem diariamente por suicídio, uma
a cada hora. Foram 8.550 mortes (apenas as notificadas) em 2005.
Nosso país ocupa o 9º lugar no mundo. Estudo do Ministério
da Saúde, num período de 10 anos, mostra que o Estado
do Piauí ocupa o 8º lugar em número de suicídios
no Brasil. Entre as capitais, Teresina ocupa o 1º lugar em
número de suicídios no sexo feminino e o 3º lugar
no sexo masculino, principalmente entre os jovens. Em 97% dos casos
caberia um diagnóstico de transtorno mental à época
do ato fatal.
Para melhor compreensão deste cenário convidamos o
Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, o médico
Sergio Ibiapina Ferreira Costa para comentar este tema.
O
QUE HÁ POR TRÁS DO SUICÍDIO?
A resposta a esta indagação é do interesse
de vários segmentos sociais, por se constituir um grande
enigma do comportamento humano. É difícil, para não
dizer impossível, ficar indiferente ao desprezo de um instinto
básico, comum a todas as espécies, qual seja, o da
auto-preservação.
A conduta de dar fim à própria vida comporta outros
questionamentos: trata-se de uma conduta imoral e covarde? É
a expressão máxima da liberdade individual? Ou ainda,
é correto considerar-se um sintoma de determinada doença
mental? É oportuno assinalar que há vários
séculos, tanto as ciências biomédicas como as
humanísticas tentam explicar as razões que justificam
uma pessoa causar a própria morte. Essa atitude tão
drástica compromete diferentes faixas etárias e nem
sempre os estudiosos que se dedicam ao tema encontram uma razão
plausível que justifique a decisão tomada.
Na Grécia clássica, o cadáver suicida era considerado
indigno, portanto, não sendo permitido o seu enterro em um
cemitério pertencente à comunidade. Filósofos
como Sêneca e Sócrates defenderam o suicídio,
o que levou o último a conspirar contra a própria
vida, ingerindo dose letal de veneno. Já a cultura cristã,
a partir do século IV, também adotou uma postura intransigente
referendada por Santo Agostinho, ao sentenciar que qualquer forma
de suicídio se situava contra a lei natural, portanto, assemelhava-se
ao homicídio. A atual postura da Igreja Católica altera-se
com as mudanças ocorridas no último quartel do século
passado, quando da revisão do Código de Direito Canônico.
Após o século XVIII, a imagem do suicida passa a ter
outro tratamento, em razão da influência de intelectuais
como Voltaire, Montesquieu e Hume, quando expurgam o suicídio
de considerações teológicas. Já no século
XX, o tema é estudado no campo da psicoanálise com
Freud; da sociologia, por meio das teorias de Durkheim; e pelo existencialismo
de Sartre, culminando com os esforços da investigação
biomédica, no terreno das substâncias neurotransmissoras,
sobre as possíveis causas e as diversas tentativas de compreensão
da conduta auto-lítica.
Na atualidade, diversos autores afirmam que não há
como negar que o suicídio é um grave problema de saúde
pública, constituindo-se uma das causas de morte mais freqüente,
levando-se em conta a dificuldade de se detectar, precocemente,
a intenção de consumação do ato. A Organização
Mundial da Saúde estima que daqui a uma década o número
de óbitos por suicídio alcançará cerca
de um milhão e meio de pessoas. Esta cifra representa uma
morte por suicídio no planeta a cada 20 segundos e pelo menos
uma tentativa a cada 2 segundos.
As autoridades sanitárias têm o dever de se preocupar
com o tema e de considerar a alta incidência elemento de inclusão
obrigatória na formulação de ações
do setor público. Não é possível esconder
que a tragédia de por fim à própria vida tem
ceifado do convívio social, preferencialmente, em algumas
regiões do país, adolescentes e adultos jovens. Com
esse propósito, convém prestar especial atenção
aos jovens, muitos deles arredios a qualquer diálogo e em
face de cujo comportamento somente os pais, os educadores, os profissionais
de saúde e os ministros das igrejas que freqüentam serão
capazes de detectar o ciclo de auto-destruição que
se instala em determinada fase da vida. Acredita-se, assim, que
esse nefasto ideário poderá ser interrompido em tempo
hábil.
Merece especial atenção a cidade de Teresina, que
se situa como uma das capitais com elevada incidência de suicídio,
considerando-se, ademais, o alto índice de sub-notificação
de casos. O silêncio diante do trágico fenômeno
demonstra que a passividade não tem sido a melhor estratégia
no trato dessa questão, pelo crescente número de vítimas
a cada ano.
A Sociedade Brasileira de Bioética, regional do Piauí,
resolve interromper o silêncio e começa a dialogar
em caráter multidisplinar sobre o tema, tornando públicas
as inquietações que afligem a todos. Talvez, seja
mais um passo na tentativa de minimizar as estatísticas que
já não podem ser contemporizadas somente com resignação.
Afinal, convém assinalar que, aproximadamente, 90% de quem
tenta avisa antes, e 70% exibe algum sintoma das diferentes fases
de depressão.
Este tema será debatido no FORUM BIOÉTICA E SUICÍDIO,
promovido pela Sociedade Brasileira de Bioética e Associação
Psiquiátrica do Piauí, a ser realizado nos dias 5
e 6 de dezembro de 2008, no auditório da FACIME (informações:
86-3122-8815 e 86-3122-8814). Inscrições: Instituto
Camilo Filho, NOVAFAPI e FACIME (200 VAGAS).
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Curso
MIF
A FACID promove no próximo dia 22 de novembro o Curso MIF
(Medida de Independência Funcional). O ministrante será
o Prof. Dr. Marcelo Riberto, médico especialista em Medicina
Física e Reabilitação, Mestre em Ciências
pela Faculdade de Medicina da USP e responsável pela tradução
e validação da MIF no Brasil. A Medida de Independência
Funcional (MIF) é um instrumento para avaliar o quanto uma
pessoa necessita de auxílio para a realização
de atividades diárias motoras e cognitivas.Com a habilitação
para uso da MIF, o profissional de reabilitação pode
definir com segurança o programa terapêutico, acompanhar
a evolução dos seus pacientes, e ainda justificar
a manutenção ou o término do tratamento com
bases objetivas e cientificamente confiáveis.Maiores informações
no site www.facid.com.br
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O
Vice-diretor da Faculdade NOVAFAPI, Francisco Alencar, juntamente
com os coordenadores dos cursos e pessoal do setor administrativo
da instituição durante o anúncio do resultado
do vestibular. Neste concurso a NOVAFAPI ofereceu 683 vagas, distribuídas
em 11 cursos superiores. O anúncio foi feito em clima de
festa, comprovando o compromisso da Faculdade em oferecer um ensino
de superior qualidade.
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| Hoje
às 19 horas será reconduzido ao cargo de reitor
da UFPI o Prof. Dr. Luiz de Sousa Santos Junior. O Reitor
que interiorizou e está modernizando a UFPI.
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