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CCHL acadêmico e democrático
(*)
Cleber de Deus
"Um bom profeta é um homem que compreende
o presente".
A eleição
para o Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL) da UFPI
ocorrida no último dia 12 de novembro do corrente ano concretiza
definitivamente o processo de renovação e mudança
institucional que a UFPI vem vivenciando nos últimos 4 anos.
A expectativa para uma gestão com mais dinamismo e propositiva
se expressa nos resultados eleitorais: nunca antes na história
eleitoral do CCHL nenhuma candidatura oposicionista tinha obtido
vitória entre os três segmentos: professores, técnico-administrativos
e alunos. A CHAPA 01 - Pedro Vilarinho e Ricardo Alaggio - obteve
56,6% dos votos válidos contra 39,4% da CHAPA 02.
Quais, então, as razões ou motivos explicadores dessa
vitória demarcadora de época no CCHL? A primeira,
e mais central, é o perfil técnico, acadêmico
e a postura dialógica dos candidatos da CHAPA 01, bem como
a compreensão adequada do quadro institucional do CCHL, vale
dizer, das necessidades das coordenações, departamentos,
servidores e alunos.
Outro fator importantíssimo contribui-dor para vitória
da CHAPA 01 foram os equívocos administrativos das últimas
duas gestões do CCHL. Embora tendo avançado em certas
questões, assuntos prioritários não foram postos
na agenda administrativa da diretoria atual. Evidente fica que essa
geração condutora do processo administrativo até
o presente contribuiu, ao seu modo, para o CCHL se tornar a unidade
de ensino mais vistosa da UFPI.
Contudo, a realidade educacional e acadêmica (expansão
da graduação e pós-graduação)
brasileira é inteiramente nova. Faz-se necessário
nesse contexto diferenciado ter um modelo gestor que contemple as
necessidades postas pela formatação da universidade
pública brasileira e da UFPI, em particular.
A CHAPA 01 percebeu isso com maior lucidez e suas propostas de governo
intentam inserir o CCHL nesse novo modelo acadêmico. Caso
não tivesse percebido claramente isso, seria improvável
atingir o sucesso eleitoral nas urnas. Porém, os desafios
e dificuldades serão enormes. Dúvidas quanto a isso
não podem restar. A vitória é somente o primeiro
passo.
Contudo, a eleita CHAPA 01 tem condições plenas de
fazer um governo eficiente e voltado ao atendimento das necessidades
do CCHL. O diretor eleito possui uma postura inteiramente dialógica
e diplomática. Sabe escutar as reivindicações
dos docentes, discentes e técnico-administrativos. Assim
procedendo, poderá encaminhar as soluções mais
eficazes para os problemas sem adotar qualquer postura demagógica
ou populista, como bem o disse durante toda a campanha eleitoral.
Igualmente fundamental será o relacionamento com a administração
superior ufpiana. Como as unidades de ensino são desprovidas
de recursos próprios (orçamento) um planejamento bem-elaborado
dos projetos a serem executados no quadriênio 2009-2012 passará
necessariamente por uma parceria e articulação entre
o CCHL e a Administração Superior. A compreensão
inadequada desse ponto teria conseqüências sérias
para diretoria eleita do CCHL.
Aglutinar as demandas das pós-graduações, chefias
de departamentos, coordenações de cursos, servidores
e discentes para selecionar as prioridades a serem implementadas,
indiscutivelmente, se constituirá numa das grandes tarefas
da nova direção do CCHL. Nesse ponto, uma nova postura
institucional é requisito fundamental, pois, governar é,
antes de tudo, eleger prioridades num mundo de escassez de recursos.
A geração acadêmica abandonou velhas teses.
Postou a pesquisa e ensino como meta. Agora, é preciso um
choque de gestão visando priorizar os novos interesses e
necessidades surgidas desde meados dos anos 90 com o crescimento
da pós-graduação e expansão da universidade
pública. Enfim, parafraseando o velho Marx: "O CCHL
não tem nada a perder, além de seus grilhões.
Professores, servidores e discentes do CCHL, uni-vos!".
(*)
Cleber de Deus é doutor em Ciências políticas
e professor da UFPI.
Bill Gates e a preguiça estudantil
(*)
José Maria Vasconcelos
Transcrevo,
integralmente, conselhos do gênio da informática à
ga
lera que deseja sucesso profissional, mas sem dedicação
aos estudos, empanzinados de forró peba, devaneios amorosos
e internéticos, leitura mínima, novelas, vida noturna
exacerbada e dolce far niente (prazer de não fazer nada).
Ele fala sobre como a política do "sentir-se bem"
tem criado uma geração de crianças e jovens
sem conceito da realidade e que pagam caro, posteriormente, já
fora da escola:
Regra 1: A vida não é fácil- acostume-se com
isso.
Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima.
O mundo espera que você faça alguma coisa útil
por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.
Regra 3: Você não ganhará um alto salário
assim que sair da escola. Você não será vice-presidente
de uma empresa, com carro e telefone à disposição,
antes que tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.
Regra 4 : Se você acha seu professor rude, espere até
ter um chefe. Ele não terá pena de você.
Regra 5: Ser office boy não está abaixo da sua posição
social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso
- eles chamam de oportunidade.
Regra 6: Se você fracassar, não é culpa de seus
pais, então não lamente seus erros, aprenda com eles.
Regra 7: Antes de você nascer, seus pais não eram tão
chatos como agora. Eles ficaram assim por pagar as suas contas,
lavar suas roupas e ouvir você falar o quanto você mesmo
era legal, e eles não. Então, antes de salvar o planeta
para a próxima geração, querendo consertar
os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu
próprio quarto.
Regra 8: Sua escola pode ter eliminado a distinção
entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim.Em
algumas escolas, você não repete mais de ano e tem
quantas chances de precisar até acertar. Isto não
se parece com absolutamente NADA na vida real.
Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você
não terá sempre longas férias, é pouco
provável que outros empregados o ajudarão a cumprir
suas tarefas no fim de cada período.
Regra 10: Balada NÃO é vida real. Na vida real, as
pessoas têm que deixar o barzinho ou cafeteria e ir trabalhar.
Sugiro a senhores pais e educadores que despertem um debate, em
casa, na escola, sobre tão importantes regras de vida. Isto
mesmo, regras. A vida exige regras e limites para quem quiser ser
feliz.
(*) José Maria Vasconcelos é cronista.
Josemaria001@hotmail.com
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